EUA denunciam rede de casamentos falsos que cobrava até R$ 200 mil e envolveu brasileiros

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos denunciou seis pessoas suspeitas de integrar uma rede de fraude migratória que organizava casamentos falsos entre cidadãos americanos e imigrantes em situação irregular e cobrava até R$ 200 mil pelo matrimônio. Ao menos sete brasileiros aparecem na investigação como clientes e um deles pagou R$ 30 mil pelo serviço. A união servia para obtenção da residência permanente (green card) e, possivelmente, a cidadania americana. Bloqueio de bens e valores: AGU aciona Lei Antifacção pela primeira vez para confiscar R$ 190,3 milhões do PCC e CV Leia também: Secretaria de Educação determinação afastamento da direção do colégio onde câmera foi encontrada no banheiro Segundo uma declaração juramentada de um agente do departamento de segurança dos EUA (DHS), os casamentos envolviam cidadãs americanas que apresentavam petições em nome dos maridos brasileiros, embora não mantivessem com eles um relacionamento legítimo. O esquema teria funcionado por aproximadamente 12 anos, com uma média de 18 a 20 casamentos por ano. O relatório do DHS apresenta apenas as iniciais dos nomes dos envolvidos. Casamento sendo realizado com brasileiro em 2018 Reprodução / Departamento de Segurança dos EUA Entre os casos está o de J.P., que se casou com Jennifer Gonzalez, apontada pelos investigadores como líder do esquema, em outubro de 2019. O brasileiro já havia recebido uma ordem de deportação em 2009. Gonzalez apresentou uma petição migratória em nome dele, mas o pedido foi negado em setembro de 2026. Segundo a investigação, o casal não vivia junto. Outros dois brasileiros, G.G. e V.M., se casaram com Cherice Alejandro, também acusada no caso. G.G. se casou com ela em maio de 2018, e V.M., em julho de 2023. Alejandro apresentou documentos para tentar obter benefícios migratórios para ambos. A investigação aponta que ela não morava com os brasileiros, mas com Gonzalez e sua família. Pagamento em parcelas Erica Daniels, também acusada, teria se casado com dois brasileiros em "situações fraudulentas". E.M.B. se casou com ela em agosto de 2021 e obteve residência permanente em julho de 2023, após uma petição apresentada pela americana. Registros bancários identificaram nove transferências feitas pelo brasileiro para Gonzalez, que somaram US$ 5.823 (R$ 30 mil na cotação atual, aproximadamente) entre setembro de 2021 e abril de 2023.

Esquema cobrava até R$200 mil pelo processo Reprodução/ Departamento de Segurança dos EUA Em outro caso, um brasileiro identificado como SOI-1 se casou com Daniels em agosto de 2024, após procurar Gonzalez para obter ajuda com sua situação migratória. Ele pagou US$ 5 mil (cerca de R$ 25 mil) adiantados e, segundo a declaração, o acordo previa pagamentos mensais de US$ 500 (R$ 2,5 mil, aproximadamente) à suposta esposa. A investigação também aponta dois casamentos de Jessica Tavares, integrante do esquema, com brasileiros. J.C. se casou com ela em maio de 2018 e, após o divórcio, apresentou um pedido de naturalização em maio de 2026 com base naquele casamento. O pedido ainda estava pendente à época da declaração. D.L., por sua vez, se casou com Tavares em setembro de 2022, cerca de um mês depois do divórcio dela de J.C. Segundo os investigadores, entrevistas com o casal revelaram contradições sobre o relacionamento, e endereços contrariavam a alegação de que os dois moravam juntos.

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