Campanha de Lula recorre da decisão de Mendonça e pede para que Justiça atue como 'árbitro' de quebrar de sigilo

Campanha de Lula recorre da decisão de Mendonça e pede para que Justiça atue como 'árbitro' de quebrar de sigilo - Foto
Fonte da notícia: CBN CBN

A campanha do presidente Lula recorreu da decisão do ministro André Mendonça sobre quebra dos sigilos dos candidatos à Presidência. O vice-presidente do TSE decidiu que a Justiça Eleitoral não vai intermediar o acordo para a abertura dos dados dos candidatos.

À noite, os líderes da campanha de Lula estiveram no TSE para pedir que a Justiça Eleitoral atue no caso como árbitro imparcial para garantir que os dados sejam verdadeiros e não haja divulgações seletivas. André Mendonça decidiu que Lula e Flávio Bolsonaro podem divulgar voluntariamente os próprios dados bancários, fiscais e telefônicos, sem autorização do TSE.

Segundo o magistrado, não cabe à Justiça decidir quais informações os candidatos devem tornar públicas. As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro assinaram um acordo para divulgar os sigilos de forma integral e simultânea.

Os candidatos assumiram o compromisso de entregar a documentação necessária até o final da noite dessa quinta (22). Depois da decisão do ministro André Mendonça, a campanha de Flávio Bolsonaro não se manifestou.

A campanha de Lula informou que entregou documentos de quebras de sigilos e entrou com recurso para que a Justiça Eleitoral faça a mediação do acordo. O coordenador da campanha de Lula, Camilo Santana, disse que as informações da quebra de sigilo precisam ser divulgadas antes das eleições:

O material de Lula foi entregue pelo coordenador da campanha, Camilo Santana; pelo presidente do PT, Edinho Silva, e pelo ministro Guilherme Boulos. O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, escalou o senador eleito Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava-Jato, para analisar a quebra de sigilo de Lula e familiares.

O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal explicou que seria praticamente impossível levantar todos os dados em tão pouco tempo. Cleber Cabral destacou que a estratégia faz parte de uma ação político-eleitoral dos candidatos porque a simples apresentação dos extratos não daria, necessariamente, prova de idoneidade.

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