A influenciadora Aryadna Cristina foi presa nesta quinta-feira (29) durante uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso que investiga um grupo suspeito de aplicar golpes eletrônicos e lavar dinheiro. O prejuízo causado às vítimas já identificadas ultrapassa R$ 414 mil.
Batizada de Rede Oculta, a operação é um desdobramento de uma primeira fase, realizada em 27 de maio de 2024. Ao todo, foram cumpridas 20 ordens judiciais nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande.
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[[(standard.Article) Mãe de Deolane movimentou R$ 7 mi e comprou Land Rover com renda mensal de R$ 800, diz Coaf]] Além da influenciadora, foram presos o companheiro dela, de 26 anos, e outro casal que já havia sido detido por suspeita de envolvimento em fraudes eletrônicas, mas estava em liberdade.
A ação também incluiu 15 mandados de busca e apreensão em residências, o sequestro judicial de veículos e a autorização para quebra do sigilo telemático dos aparelhos apreendidos. Entre os bens apreendidos está um Toyota Corolla Cross híbrido, registrado em nome de um terceiro, mas que, segundo a investigação, era utilizado pelos suspeitos.
Os celulares recolhidos serão submetidos à extração de dados, conforme autorização judicial. Como funcionava o esquema
De acordo com a investigação, as vítimas eram abordadas pela internet, por meio de redes sociais e plataformas de compra e venda. Entre os golpes identificados estão anúncios falsos de veículos, o golpe do falso parente e o do falso funcionário de banco.
Após as transferências via Pix, os valores eram divididos entre diversas contas de terceiros, em quantias inferiores a R$ 10 mil, e posteriormente reunidos por um dos investigados, responsável por redistribuir o dinheiro. Ainda segundo a polícia, os recursos eram convertidos em veículos de alto valor e joias, exibidos nas redes sociais pelos suspeitos.
O prejuízo contabilizado até o momento é de R$ 414.093. As vítimas identificadas estão em Mato Grosso e em outros estados, incluindo Rio de Janeiro e Pará.
O Liberal