Até este domingo, dia 8 de novembro, Belo Horizonte se transforma na “Capital Nacional dos Quadrinhos”, com a 13ª edição do FIQ. Com o tema “Caminhos da leitura: quadrinhos e cidadania”, o Festival Internacional de Quadrinhos traz à capital mineira cerca de 400 expoentes das HQs, vindos de 25 estados do Brasil e o Distrito Federal, além de ilustradores de sete países, ampliando as trocas de experiências entre profissionais do setor, pesquisadores e públicos diversos, reafirmando a relevância do festival como o maior do gênero na América Latina.
Entre as novidades deste ano estão o Dia do Quadrinho Grátis, que terá distribuição gratuita de três mil exemplares para o público do festival, e o lançamento da versão em HQ da premiada obra “Torto Arado", de Itamar Vieira Junior. De autoria da ilustradora Bennê Oliveira e do roteirista e ilustrador Rafael Calça, o primeiro volume será lançado no festival.
Com 328 páginas coloridas, Rafael Calça ressaltou que os desafios de adaptar o livro para as histórias em quadrinhos foi transformar as palavras em ações metafóricas e os momentos de silêncio entre as personagens da história. "Torto Arado tem um truque de linguagem em relação às duas irmãs.
Mas, também tem vários silêncios em vários momentos. Tem situações que são muito interessantes que você compreende e elas são condensadas, mesmo.
E a gente não sente falta no livro. Mas, ao mesmo tempo, quando se traduz para uma história em quadrinhos, tem situação que eram uma ou duas frases que se transformou em dez páginas.
Como a gente poderia usar a virada de página como os leitores de quadrinhos poderiam entender esse sentimento tinha que ser com mais páginas." Outra novidade deste ano é o "Desafio 24 horas de HQ”, no qual 15 quadrinistas foram selecionados para criar histórias, ao vivo.
Eles vão ficar em uma redoma de vidro, por 24 horas, a partir das duas da tarde de sábado, produzindo uma revista em quadrinhos de 24 páginas acerca de uma temática. O tema só será revelado no sábado e o público poderá acompanhar a atividade.
O resultado do desafio poderá resultar em uma publicação especial do FIQ 2026, segundo Bárbara Bof, presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. "Nossas expectativas estão super altas, com relação a isso porque a gente já entendeu um pouco o perfil desses participantes, desse entusiasmo.
A gente tem pessoas de Belo Horizonte e de várias partes do país que vão estar conosco. E a gente tem pensado em fazer uma entrega de um produto também; de um livro, uma revista que seja um compilado dessas histórias.
É uma proposta criativa que desde a década de 90 tem uma série de ações como essa que tem acontecido em outros lugares do mundo." SESSÃO DE AUTÓGRAFOS E LANÇAMENTOS, EM 2024, DURANTE O FESTIVAL
Glenio Campregher A programação do Festival Internacional de Quadrinhos de BH também conta com sessões de autógrafos, debates, duelos de quadrinistas em tempo real e rodada de negócios, além de stands com vendas de revistas, com a presença de ilustradores.
O Festival Internacional de Quadrinhos de BH tem entrada gratuita e ocorre em um espaço de eventos na região central da capital mineira.
CBN