Belém recebe exposição itinerante ‘Jogos Indígenas do Xingu - Rituais pela vida

Belém recebe exposição itinerante ‘Jogos Indígenas do Xingu - Rituais pela vida - Foto
Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

A exposição fotográfica “Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral” será aberta em Belém nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, às 18h. A mostra chega à Galeria Fidanza, espaço do Museu de Arte Sacra, após circular por diversas cidades brasileiras.

Com fotografias e curadoria do fotógrafo, cineasta e documentarista Alexandre Baena, a mostra apresenta imagens do I Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Xingu. Este evento ocorreu em Altamira, no sudoeste do Pará, entre os dias 17 e 20 de julho de 2025, e reuniu mais de 900 atletas de 14 etnias.

Etnias participantes do festival O festival contou com a participação das etnias:

Arara Xipaya

Kuruaya Asurini

Xikrin do Trincheira Bacajá Kayapó do Kararaô

Parakanã Araweté

Juruna Como etnias convidadas, estiveram os Gavião Kyikatejê, Krimei Xikrin (do rio Cateté) e Kayapó Mebêngôkre (da Terra Indígena Kayapó).

Modalidades e importância dos jogos As competições realizadas incluíram arco e flecha, arremesso de lança, corrida de bastão, cabo de força, tiro ao alvo, corrida de 100 metros, canoagem, futebol e natação.

Mais do que disputas esportivas, os jogos funcionaram como espaços de integração entre gerações e de fortalecimento da identidade e dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas. O olhar do fotógrafo e os desafios do registro

Segundo Alexandre Baena, a exposição vai além do registro. “É um momento de conexão, uma jornada carregada de energia e, principalmente, identidade da raiz do povo brasileiro”, afirma.

Ele destacou o desafio de registrar a intensidade dos movimentos e rituais durante a noite. “O contraste entre a baixa velocidade de captura da imagem e a energia que ditava uma dinâmica frenética na frente de minhas lentes produziu verdadeiras pinturas, que são documentos impressionantes”, explica o fotógrafo.

Circulação nacional e próximos passos Antes de chegar a Belém, a exposição já esteve em Curitiba (PR), Brasília (DF), São Paulo (SP), Recife (PE) e Manaus (AM).

Em São Paulo, integrou a Virada Cultural de 2026, na Biblioteca Mário de Andrade, e no Recife reuniu comunidade diplomática e autoridades locais. Após a temporada em Belém, a mostra seguirá para Altamira, onde a itinerância será encerrada.

Em 2026, Alexandre Baena soma 42 exposições pelo Brasil, com trabalhos dedicados a manifestações culturais como a Marujada de Bragança, o Festribal de Juruti, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré e o Sairé de Santarém. Uma de suas exposições, “Juruti – Festival das Tribos”, fez parte da programação cultural da COP30, realizada em Belém, em 2025.

Valorização da diversidade cultural brasileira Para Alexandre Baena, levar essas imagens a diferentes públicos representa uma forma de valorizar a diversidade cultural brasileira.

“As pontes que criamos, os abraços que trocamos e a cultura que levamos na linha de frente de cada itinerância é o que mais abre portas para essa jornada incrível”, destaca. Patrocínio e Realização

A exposição conta com patrocínio da Prefeitura de Altamira e do Governo do Estado do Pará, por meio do Banpará, Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Secretaria de Estado de Turismo (Setur). O Governo Federal, através do Ministério da Cultura (MinC), também apoia a iniciativa.

Há ainda o apoio da Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa) e a realização da MAB Comunicação. Serviço

Exposição: “Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral” Artista: Alexandre Baena

Técnica: Fotografias Abertura: 08 de outubro de 2026

Hora: 18h Local: Galeria Fidanza, espaço do Museu de Arte Sacra

Fotos: Alexandre Baena

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →