Bancada ruralista sinaliza que não irá apoiar Alcolumbre para o comando do Senado

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A disputa pela presidência do Senado ganhou um novo componente nesta terça-feira (3), com a sinalização de que a maior parte dos parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tende a apoiar uma candidatura alternativa à do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

O grupo demonstra maior proximidade com os senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN), ambos ex-ministros do governo Jair Bolsonaro. A posição foi apresentada pelo presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), Embora a bancada ainda não tenha formalizado apoio a nenhum candidato, Lupion indicou que as articulações conduzidas por Tereza Cristina terão respaldo do grupo.

“Toda a articulação que ela fizer terá nosso apoio”, afirmou Lupion durante entrevista coletiva, de acordo com o SBT News. A manifestação ocorre a menos de três meses da eleição da Mesa Diretora do Senado, marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando terá início a nova legislatura.

Atualmente, a FPA reúne 302 deputados e 47 senadores, constituindo a maior bancada temática do Congresso Nacional. Lupion também sinalizou que considera possível uma composição entre Tereza Cristina e Rogério Marinho, evitando a fragmentação dos votos de parlamentares contrários à permanência de Alcolumbre no comando do Senado.

“Eu não vejo o enfrentamento da senadora Tereza Cristina com o senador Rogério Marinho. Eu vejo uma composição de ambos, a possibilidade de ser um ou outro”, declarou.

Segundo o presidente da FPA, não há necessidade de antecipar a definição sobre a candidatura, apesar da proximidade da votação. Tereza Cristina e Rogério Marinho negociam composição

A possibilidade de entendimento entre os dois senadores já foi discutida diretamente por eles. Tereza Cristina e Rogério Marinho teria conversado sobre a unificação de suas candidaturas, mas não chegaram a um acordo.

A ex-ministra da Agricultura mantém a intenção de disputar a presidência do Senado, apresentando-se como alternativa tanto a Alcolumbre quanto a Marinho. O ex-ministro do Desenvolvimento Regional, por sua vez, também trabalha para viabilizar sua candidatura.

Apesar da ausência de entendimento até o momento, Lupion acredita que os dois poderão construir uma solução conjunta antes da eleição. Federação partidária já declarou apoio a Alcolumbre

Um dos principais obstáculos à candidatura de Tereza Cristina está na própria estrutura partidária à qual pertence. O Progressistas integra a federação União Progressista, formada com o União Brasil, legenda de Davi Alcolumbre.

A federação já anunciou apoio à permanência do atual presidente do Senado, criando um impasse político para a senadora caso decida manter sua candidatura. Impeachment de ministros do STF divide os pré-candidatos

Além das negociações partidárias, Tereza Cristina e Rogério Marinho apresentam diferenças sobre a relação que a próxima presidência do Senado deverá manter com o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo aliados, a ex-ministra não descarta a abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte, mas considera que essa discussão não deve dominar a agenda do Senado.

Sua posição é favorável a uma atuação mais abrangente da presidência da Casa, sem restringir os trabalhos legislativos ao confronto com o Judiciário. Marinho, por outro lado, pretende colocar o impeachment de ministros do STF no centro de sua candidatura.

De acordo com interlocutores, o senador considera que o tema deve ser a principal prioridade da próxima gestão. Lupion também abordou a relação entre Congresso e Supremo, defendendo que a composição do Senado resultante das eleições seja utilizada para reagir ao que considera uma interferência do Judiciário nas competências do Legislativo.

“Nós falávamos isso na campanha eleitoral, de que só uma nova composição do Senado da República poderia ter uma condição de enfrentamento nessa usurpação de competências do Congresso. Fizemos a nossa parte, né? Hoje há uma maioria eleita para o Senado Federal que não concorda com isso.

Eles têm que fazer valer essa maioria dentro do Senado, e começa pela eleição que eles têm”, afirmou.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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