Catarina Kasten foi morta no dia 21 de novembro de 2025, na trilha da Praia do Matadeiro, em Florianópolis Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Giovane Correa Mayer, acusado de matar Catarina Kasten, será julgado pelo Tribunal do Júri da Comarca da Capital em 3 de dezembro de 2026, pouco mais de um ano após o crime. O feminicídio ocorreu em 21 de novembro de 2025, na trilha da Praia do Matadeiro, em Florianópolis.
Catarina, de 31 anos, seguia para uma aula de natação quando foi morta. O réu responde por feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.
O processo tramita em sigilo por envolver crime sexual, e o acusado permanece preso preventivamente. O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) apresentou a denúncia em 1º de dezembro de 2025 e a Justiça recebeu a acusação quatro dias depois, dando início à ação penal.
Em 8 de maio de 2026, Giovane foi pronunciado. Segundo o MPSC, a decisão reconheceu a existência de elementos suficientes para que as acusações relacionadas ao crime contra a vida fossem submetidas ao Tribunal do Júri.
O réu será julgado por feminicídio qualificado pelo menosprezo à condição de mulher, pelo uso de asfixia e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. Também responderá pelas acusações de estupro e ocultação de cadáver.
A defesa de Giovane recorreu para tentar retirar a imputação de ocultação de cadáver da ação penal. Em setembro de 2026, porém, a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina rejeitou o pedido.
A primeira audiência do julgamento de Giovane Mayer, que confessou ter matado Catarina Kasten, ocorreu em 11 de março deste ano. No primeiro momento, foram ouvidas sete testemunhas de acusação e defesa, além do depoimento do réu. As testemunhas que depuseram foram escolhidas pelo MPSC e pela defesa do acusado.
Catarina Kasten, de 31 anos, foi assassinada na manhã de 21 de novembro de 2025, enquanto percorria a trilha da Praia do Matadeiro, no Sul de Florianópolis, a caminho de uma aula de natação. Professora e estudante de pós-graduação da UFSC, ela foi estuprada e morta por asfixia.
O corpo foi encontrado horas depois por turistas, em uma área de difícil acesso no início da trilha. O autor confesso do feminicídio, Giovane Correa Mayer, de 21 anos, foi preso no mesmo dia.
Imagens de câmeras de monitoramento mostram o suspeito se escondendo na trilha momentos antes do crime. Segundo a Polícia Militar, ele admitiu a autoria e relatou ter usado drogas antes do ataque.
A prisão em flagrante foi convertida em preventiva no sábado (22), um dia após o crime. Laudo da Polícia Científica apontou que a causa da morte foi asfixia por estrangulamento, possivelmente com o uso de um cadarço ou barbante.
Há indícios de violência sexual, que ainda serão confirmados por exames complementares. Giovane também é investigado por outro estupro ocorrido em 2022, no Sul da Ilha.
A morte de Catarina gerou forte comoção e uma série de protestos em Florianópolis. Manifestantes refizeram o trajeto que ela costumava fazer e atos também ocorreram na UFSC, reunindo familiares, colegas e movimentos estudantis.
As mobilizações reforçaram pedidos por mais segurança e pelo enfrentamento da violência de gênero. Gabrielle Tavares atua como repórter do portal ND Mais, onde escreve sobre os assuntos que dominam o noticiário de Santa Catarina, cobrindo segurança pública, cotidiano, política, economia, saúde e mais.
Além de produzir textos, é repórter multimídia e participa de conteúdos em vídeo publicados nas redes sociais. Jornalista desde 2020, é formada pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e tem experiência em portais de notícias, TV e redações multimídia.
Cursa pós-graduação em Direito Penal e Criminologia na PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e venceu o Prêmio Mário Petrelli de Jornalismo 2025 e o Prêmio Sistema Famasul de Jornalismo 2019. Atuou na cobertura eleitoral de 2022, reportando diretamente de colégios eleitorais e entrevistando eleitores e candidatos.
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