Caso ganhou repercussão internacional e ainda pode chegar à Suprema Corte da Austrália, caso a defesa consiga autorização para recorrer A assassina dos cogumelos, Erin Patterson, foi condenada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional na Austrália.
Nesta sexta-feira (30), o Tribunal de Apelação do estado de Victoria rejeitou o recurso apresentado pela mulher, condenada pelo assassinato de três familiares do ex-marido em um caso que ficou conhecido internacionalmente como “assassinato dos cogumelos”. A decisão também acolheu um pedido da acusação para aumentar a punição.
Inicialmente, Erin havia recebido três penas de prisão perpétua, com possibilidade de solicitar liberdade condicional após cumprir 33 anos de prisão. Com a nova determinação, essa possibilidade foi retirada.
A decisão representa uma mudança importante no caso da assassina dos cogumelos, que ganhou repercussão mundial pela forma como os crimes foram cometidos. Ao analisar o recurso, os magistrados rejeitaram os argumentos apresentados pela defesa e consideraram que os assassinatos foram planejados e executados de maneira deliberada.
O tribunal também aceitou o pedido da acusação para que Erin não tenha direito à liberdade condicional. A defesa havia apresentado sete fundamentos para tentar reverter a condenação.
Entre os argumentos estavam supostas irregularidades durante o julgamento e questionamentos sobre a convivência de jurados com funcionários da acusação, policiais e jornalistas em um hotel. A Justiça, porém, não considerou que esses pontos justificassem a anulação da decisão.
A assassina dos cogumelos continua condenada pelos três homicídios e pela tentativa de assassinato de uma quarta pessoa. O caso aconteceu em julho de 2023, durante um almoço na cidade de Leongatha, no estado de Victoria.
Erin Patterson serviu um prato de carne conhecido como beef Wellington, preparado com massa folhada, que continha cogumelos venenosos da espécie Amanita phalloides, conhecida como chapéu-da-morte. Os convidados eram os pais de seu ex-marido, Don e Gail Patterson, a tia Heather Wilkinson e o marido dela, Ian Wilkinson.
Don, Gail e Heather morreram após a intoxicação. Ian sobreviveu, embora também tenha ficado gravemente doente.
Durante o julgamento, Erin afirmou que a presença dos cogumelos venenosos havia sido acidental. Ela também declarou que passou mal depois da refeição.
A acusação, por outro lado, sustentou que a mulher agiu de forma intencional. A investigação e o processo transformaram a história da assassina dos cogumelos em um dos casos criminais mais conhecidos da Austrália nos últimos anos.
Apesar da decisão desfavorável, Erin ainda pode tentar levar o caso à Suprema Corte da Austrália. Para isso, precisará obter autorização para apresentar um novo recurso.
A possibilidade de recorrer, entretanto, não altera a decisão anunciada pelo Tribunal de Apelação de Victoria. Com a mudança da sentença, a assassina dos cogumelos deverá cumprir prisão perpétua sem direito à liberdade condicional, conforme determinado pela Justiça australiana.
Bruno Benetti é repórter esportivo do ND Mais, integrante do Núcleo Nacional, e escreve notícias sobre o mundo dos esportes, cobrindo desde as movimentações da Seleção Brasileira até o cenário internacional do futebol. Além de acompanhar grandes torneios, como a Copa do Mundo, traz novidades sobre bastidores de clubes, desempenhos, adversários do Brasil, curiosidades e tendências do futebol.
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