As 10 músicas mais pesadas do Queen, incluindo uma raridade que quase ninguém conhece

As 10 músicas mais pesadas do Queen, incluindo uma raridade que quase ninguém conhece - Foto
Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Bruce WilliamPostado em 25 de outubro de 2026 O Queen ficou conhecido pela versatilidade, transitando entre o rock, a ópera, o pop, o funk e praticamente tudo o que Freddie Mercury e seus companheiros resolvessem experimentar.

Mas quem conhece apenas sucessos como "Radio Ga Ga", "I Want to Break Free" e "Crazy Little Thing Called Love" talvez não imagine o quanto a banda podia pesar a mão nas guitarras. Principalmente nos anos 1970, Brian May chegou a produzir riffs que não ficariam deslocados em discos de grupos associados ao heavy metal.

O jornalista Chris Chantler, da revista Metal Hammer, resolveu explorar justamente esse lado do Queen e selecionou dez gravações que representam seus momentos mais pesados. A lista começa com uma verdadeira obscuridade: "Silver Salmon", composição de Tim Staffell que remonta ao Smile, grupo do qual May e Roger Taylor participaram antes da formação do Queen.

A gravação, que circulou entre colecionadores, apresenta uma sonoridade crua e um riff que antecipa características do heavy metal britânico que ganharia força anos depois. Os dois primeiros álbuns do Queen também aparecem representados.

"Son and Daughter", de 1973, traz um riff arrastado que lembra o trabalho de Tony Iommi no Black Sabbath. Já "Ogre Battle", lançada em "Queen II", de 1974, combina fantasia, guitarras agressivas e uma velocidade bastante incomum para a época.

No mesmo ano, o grupo lançou "Stone Cold Crazy", uma verdadeira descarga elétrica que seria regravada pelo Metallica em 1990 e frequentemente lembrada como precursora do speed e do thrash metal. O álbum "A Night at the Opera", de 1975, entra na seleção com "Death on Two Legs", composição de Mercury dirigida ao antigo empresário da banda, Norman Sheffield.

A letra venenosa é acompanhada por guitarras cortantes e passagens bastante agressivas. Do ano seguinte vem "White Man", incluída em "A Day at the Races", uma música sombria que aborda a violência sofrida pelos povos indígenas da América do Norte e apresenta alguns dos riffs mais pesados de May.

Em 1977, o Queen lançou "Sheer Heart Attack", música composta por Roger Taylor que havia ficado de fora do álbum de mesmo nome, três anos antes. Com guitarras sujas, bateria acelerada e uma interpretação quase desesperada de Mercury, a faixa se aproximava da energia do punk que tomava conta da Inglaterra.

Outra escolha é "Dead on Time", de "Jazz", lançado em 1978. Sua velocidade, os ataques de guitarra e a bateria frenética fazem dela uma das gravações mais intensas da discografia do grupo.

A lista também demonstra que o Queen não abandonou completamente o peso durante sua fase mais comercial. "Was It All Worth It?", que encerra "The Miracle", de 1989, apresenta um riff pesado acompanhado por arranjos grandiosos.

Já "The Hitman", de "Innuendo", lançado em 1991, traz guitarras agressivas e uma interpretação poderosa de Mercury, numa época em que o cantor já enfrentava graves problemas de saúde. As dez escolhas mostram um Queen bastante diferente daquele que costuma aparecer nas coletâneas de maiores sucessos.

Embora Brian May tenha declarado que adorava heavy metal, também reconhecia que sua banda não pertencia propriamente ao gênero. E talvez essa liberdade explique boa parte do resultado: o grupo podia criar uma música que lembrava o Black Sabbath, flertar com o punk e, logo depois, gravar uma balada delicada, sem precisar escolher um único caminho.

Publicação Original Whiplash whiplash.net
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →