Após falha em execução, governadora eleita quer Christa Pike na cadeira elétrica

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Fonte da notícia: Correio Braziliense Correio Braziliense

Christa Pike sobreviveu a duas aplicações de injeção letal no fim de setembro e agora pode enfrentar a cadeira elétrica. A possibilidade ganhou força após a eleição de Marsha Blackburn para o governo do Tennessee na terça-feira (3/11).Primeira mulher eleita governadora do estado, a republicana derrotou a democrata Jerri Green, contrária à pena capital.

Firme defensora da punição de morte, Blackburn exige o retorno imediato da cadeira elétrica e cobra uma apuração completa sobre o procedimento que falhou.Leia maisMulher que seria executada no Tennessee sobrevive a duas injeções letaisMulher condenada à morte nos EUA está consciente após tentativa de execução fracassada, dizem advogadosQuem é e qual crime cometeu Christa Pike, a primeira mulher que será executada no Tennessee em 200 anos?Indignada com a sobrevivência da presa, Blackburn afirmou: "Esta situação é trágica.

Christa Pike deveria ter sido executada há muito tempo. Agora, esse processo fracassado prolonga o sofrimento da família de Colleen Slemmer."A governante eleita reforçou sua posição às agências internacionais, insistindo que a tragédia não serve de motivo para travar a pena de morte e pediu que as autoridades "tragam de volta a cadeira elétrica e façam justiça rapidamente".Pike, atualmente com 50 anos, recebeu a condenação após torturar e assassinar Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995.

O crime ocorreu em uma mata perto do campus da Universidade do Tennessee, quando a sentenciada tinha 18 anos.Complicações médicas durante o procedimentoA tentativa com sedativo letal pentobarbital gerou caos na penitenciária de Riverbend. A equipe gastou minutos tentando achar uma veia acessível.

Durante a ação, testemunhas notaram a mulher roncando alto e ofegante na maca.Diante do desespero dos guardas, socorristas levaram a detenta às pressas para uma unidade de terapia intensiva externa. Pike permaneceu dias inconsciente ligada a um respirador, gerando receio de morte cerebral entre seus defensores.

Ela acordou e voltou a falar em 6 de outubro.Advogados relataram que o episódio provocou braços gravemente feridos, pneumonia, coágulo sanguíneo e limitações de mobilidade. Ao se manifestar por meio dos defensores, Pike declarou: "não houve um único momento, desde aquela noite, em que eu não tenha sentido dor."A prisioneira afirmou que seus membros e sua garganta geram dores agonizantes, dificultando até mesmo a fala.

Documentos divulgados pela revista "People" apontam que a defesa alertou as autoridades nove meses antes sobre o quadro de saúde dela.Segundo os registros, Pike provavelmente sofria de distúrbio mieloproliferativo, um tipo raro de câncer no sangue que eleva as plaquetas e prejudica veias.

Os defensores alertaram que agulhas forçadas nos braços geravam risco severo de edema pulmonar, afogando a sentenciada nos próprios fluidos.Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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