Após divergência, Quaquá vai a Lula e diz que há movimento para antecipar a saída de Edinho Silva da presidência do PT

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Fonte da notícia: Notícias Veja Notícias Veja

O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, pretende procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para esclarecer se o chefe do Executivo autorizou um movimento para afastá-lo da legenda. Em meio ao agravamento da disputa interna com Edinho Silva, Quaquá afirma que já existem articulações para antecipar a saída do atual presidente nacional do partido, a quem responsabiliza pelo desempenho eleitoral do PT no primeiro turno das eleições deste ano.

“Vou querer saber se Lula pediu minha saída do PT. Edinho é falso, mentiroso e intrigueiro.

Ele diz que tem gente fazendo uso pessoal do PT, mas foi ele quem arrecadou R$ 5 milhões para o PT de Araraquara, reduto eleitoral dele, enquanto faltava panfletos de campanha em todos os estados. Só se for ele que faz isso.

Já há movimentos para antecipar a saída dele, caso siga levando o PT para o buraco”, afirma Quaquá. O embate ganhou força após Edinho defender uma reorganização da legenda, com o afastamento de dirigentes considerados desalinhados com o projeto político do partido e que não teriam se empenhado suficientemente na campanha pela reeleição de Lula.

A iniciativa, que teria o aval do presidente da República, foi interpretada por integrantes do PT como um movimento direcionado a Quaquá e a outros representantes da ala mais pragmática da sigla. Continua após a publicidade

Quaquá rejeita as críticas à sua atuação eleitoral e devolve a responsabilidade pelos resultados ao presidente nacional. “Ele é o responsável pelo pior primeiro turno da história do PT.

No segundo turno, ele foi atropelado pelo povo. Ele que é um PSOL encrustado no PT, um isolado esquerdista”, completa.

Continua após a publicidade A divergência ocorre em meio a uma disputa mais ampla pelo protagonismo no partido após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro.

Diferentes correntes petistas já se movimentam para ampliar sua influência sobre o próximo governo e sobre a sucessão política do presidente em 2030. A relação entre Quaquá e Edinho já havia se deteriorado durante a campanha presidencial.

O prefeito de Maricá criticou publicamente a condução da mobilização eleitoral, especialmente a distribuição de materiais nos estados, e chegou a anunciar uma ofensiva própria no Rio de Janeiro para reforçar a candidatura de Lula na reta final da disputa. Continua após a publicidade

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Publicação Original Notícias Veja veja.abril.com.br
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