Sem sistema e luz por conta do incêndio no bairro Aririú, unidade no bairro Pachecos, em Palhoça, distribuiu senhas; moradores aguardam sem previsão de retorno Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Moradores no Centro de Saúde Pachecos foram avisados que por conta da falta de energia não tem previsão de horário de atendimentoVídeo: NDTV RECORD/ND Mais Os desdobramentos do apagão em Palhoça causado por uma explosão e incêndio na subestação da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), ocorrido no bairro Aririú na madrugada, atingiram em cheio os serviços de saúde em Palhoça, na Grande Florianópolis.
Na manhã desta quarta-feira (4), moradores que dependem do atendimento básico na rede pública encontraram grandes filas e um cenário de incerteza. A situação mais crítica no início do dia foi registrada no Centro de Saúde do bairro Pachecos, onde pacientes madrugaram em busca de consultas e exames, mas não puderam ser recebidos.
Vídeo gravado por moradora mostra exato momento da explosão que afetou a subestação da Celesc em Palhoça Vídeo: Iris Dias/Reprodução/ND Mais Segundo o SC No Ar, da NDTV RECORD, diversos moradores relataram ter chegado à unidade de saúde por volta das 4h da manhã para garantir os primeiros lugares na fila.
No entanto, ao abrirem os portões, as equipes informaram que, sem energia elétrica, nenhum procedimento poderia ser realizado. Com os computadores e os servidores desligados, o sistema interno de cadastro, triagem e emissão de receitas ficou totalmente inacessível.
Pacientes só serão atendidos quando a luz voltar em posto de saúde afetado pelo incêndio da subestação Vídeo: NDTV RECORD/ND Mais Diante do impasse, a coordenação da unidade distribuiu senhas para os pacientes que optaram por aguardar o restabelecimento da rede elétrica pela Celesc no local.
Contudo, sem uma previsão oficial do retorno da energia elétrica, grande parte das pessoas desistiu e retornou para casa sem atendimento médico. A paralisação no posto de saúde reflete o alcance da ocorrência, que chegou a deixar quase 70 mil unidades consumidoras no escuro.
Equipes da Celesc continuam trabalhando na subestação atingida pelas chamas para tentar reestabelecer o fornecimento nos bairros restantes de Palhoça. Por meio de nota, a Celesc informou que o desligamento da linha de transmissão ocorreu às 2h09 desta quarta-feira (4), afetando inicialmente cerca de 60 mil imóveis em Palhoça, com maior impacto nos bairros Centro, Bela Vista, Aririú e Barra do Aririú.
A concessionária confirmou que a principal linha de investigação para o curto-circuito é uma tentativa de furto de fiação de cobre na estrutura de alta tensão. A empresa destacou que não havia fogo ativo na chegada das equipes e descartou a existência de vítimas.
O supervisor de operações da Celesc, Henry Gomes Claudino, explicou que um furto na subestação potencializou o estrago na rede: “Nossas equipes seguem no local.
Pela característica do evento, há uma forte suspeita de tentativa de furto de fiação de cobre, o que acaba afetando o sistema de proteção da subestação. Quando isso ocorre na rede de distribuição, o efeito é local, mas dentro de uma subestação o impacto é amplificado pela alta potência”, destacou Claudino.
Por meio de manobras de transferência de carga para outras unidades da região, o número de clientes sem luz caiu para cerca de 16 mil por volta das 8h da manhã. A Celesc prevê que o fornecimento de energia seja 100% restabelecido até as 13h.
Luana Pfleger é jornalista em formação e escreve para o ND Mais, integrando o Núcleo de Santa Catarina na redação de Florianópolis. Produz textos focados na cobertura de notícias da região da Grande Florianópolis e cidades vizinhas, como São José, Palhoça e Biguaçu.
Curiosa e conectada aos acontecimentos da região, acompanha temas de interesse público, cotidiano e tudo que impacta o morador de Santa Catarina. Trabalha com comunicação desde 2022 e cursa Jornalismo na Estácio de São José.
Possui experiência em assessoria de comunicação pública e acompanhou de perto eventos como o Summit Cidades e o Comac (Congresso de Municípios, Associações e Consórcios), com cobertura voltada à gestão pública e ao desenvolvimento regional. Leia mais ▾
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