247 – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de todas as unidades e lotes do produto fitoterápico Pygeum, proibindo de forma integral a fabricação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte, propaganda e o uso dos itens. A determinação, publicada no Diário Oficial da União, atinge apresentações comercializadas por seis marcas distintas e também abrange produtos colocados no mercado sem nenhuma identificação de marca.
Anvisa atinge seis marcas e produtos sem identificação A medida restritiva da agência reguladora alcança os extratos fitoterápicos comercializados sob as marcas Oficialfarma, Unicpharma, Bioformulas, Swanson, Recover Farma e Nutricost.
Além dessas companhias, a proibição recai igualmente sobre quaisquer mercadorias identificadas unicamente como Pygeum que careçam de dados claros sobre o fabricante ou de rotulagem corporativa oficial. De acordo com as informações técnicas da resolução, a substância fitoterápica é comumente empregada para auxiliar no tratamento dos sintomas urinários associados ao aumento benigno da próstata, o que motivava a ampla circulação de ofertas comerciais direcionadas ao público.
Fabricação irregular e ausência de registro sanitário As investigações conduzidas pelo órgão fiscalizador constataram que a comercialização e a divulgação do produto ocorriam totalmente à margem da legalidade sanitária, sem qualquer registro, notificação ou cadastro prévio na instituição.
Conforme apontado na resolução oficial, o fitoterápico era produzido por uma empresa desconhecida e sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica identificado. A prática infringe frontalmente os artigos da Lei nº 6.360 de 1976 e os fundamentos normativos da Lei nº 9.782 de 1999, motivando a atuação preventiva da autarquia federal para proteger a saúde pública contra mercadorias fabricadas sem controle sanitário.
Água bacteriostática e lotes falsificados de Mounjaro A mesma resolução editada pela autoridade sanitária incluiu na lista de restrições todos os lotes de Água Bacteriostática e Diluente Bacteriostático, comercializados de forma irregular sem registro na categoria de medicamentos específicos e também procedentes de fabricantes desconhecidos.
Paralelamente, a fiscalização determinou a apreensão e a proibição de uso de cinco lotes falsificados do medicamento Mounjaro, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e para o controle de peso. A fabricante farmacêutica Eli Lilly comunicou formalmente ao órgão que múltiplos lotes encontrados no mercado apresentavam características divergentes do original ou simplesmente não eram reconhecidos pela empresa detentora da patente.
Brasil 247