247 – O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acusou Nikolas Ferreira (PL-MG) de estimular iniciativas golpistas e afirmou nesta segunda-feira (26), pela rede social X, que o parlamentar bolsonarista deveria concentrar esforços em sua defesa judicial. O petista fez o alerta em um contexto de possíveis questionamentos à confiança do sistema eleitoral brasileiro por políticos da extrema direita.
Neste domingo (25), o Supremo Tribunal Federal estendeu a votação das 17h às 19h devido à falta de transporte público em pelo menos nove estados. O parlamentar do PT recordou duas medidas que apresentou contra o deputado federal da extrema direita, relacionadas à divulgação de um documento falso atribuído à Polícia Federal (PF) e aos contatos com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
“Antes de pensar em dar outro golpe contra o Brasil, é melhor se preocupar com a própria defesa!. Você tem dois processos que eu movi contra você: um pelo laudo falso da PF que compartilhou e outro pelo ativo minerário que pediu a Vorcaro.
Você precisa se explicar perante a lei!”, afirmou Correia na rede social X. A eleição presidencial terminou com vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atingiu 51,79% (64,2 milhões), contra 48,21% (59,8 milhões) do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato da extrema direita.
Extrema direita e o golpismo Os alertas de lideranças progressistas brasileiras sobre possíveis tentativas de ruptura institucional tiveram como pano de fundo episódios que resultaram em investigações e condenações judiciais.
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Jair Bolsonaro (PL) e outras 28 pessoas no processo que apurou a articulação golpista. Em outra frente, a Corte responsabilizou criminalmente mais de 1,4 mil envolvidos nos ataques às instituições ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
As suspeitas de interferência no processo democrático também alcançaram a eleição presidencial de 2022. Durante a gestão de Jair Bolsonaro, investigadores identificaram uma concentração de operações de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Nordeste, região que reunia grande parte do eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As ações levantaram suspeitas de que agentes buscavam comprometer o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. Em setembro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o encerramento da investigação que envolvia três antigos dirigentes da PRF.
Eles enfrentavam acusações de tentar restringir ou dificultar o acesso dos cidadãos às urnas em 2022. A decisão ocorreu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) concluir que não havia elementos suficientes para apresentar denúncia contra os investigados.
A contestação das instituições permaneceu presente no discurso bolsonarista. Integrantes desse campo político mantiveram críticas ao Poder Judiciário, em uma estratégia de disseminar a percepção de que a Justiça atua sob influência de interesses políticos, apresenta falhas e direciona suas decisões contra representantes da extrema direita.
Em 21 de julho de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colocou em dúvida a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro durante uma reunião com representantes diplomáticos em Brasília (DF). Na ocasião, o parlamentar estabeleceu uma relação entre os equipamentos eleitorais utilizados no Brasil e as máquinas produzidas pela empresa Smartmatic.
Para sustentar seu questionamento, o senador mencionou um documento atribuído à Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), segundo o qual a Smartmatic teria participado de um esquema de manipulação eleitoral promovido pelo governo da Venezuela em 2012. “Muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa.
Há denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela”, afirmou Flávio Bolsonaro. Nikolas Ferreira
O primeiro episódio mencionado por Correia envolve a divulgação de um suposto relatório da Polícia Federal sobre as relações entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro. O documento circulou nas redes sociais em setembro e apresentava uma conclusão favorável ao parlamentar do PL sobre as mensagens que trocou com o empresário.
A Polícia Federal negou a autenticidade do material. A segunda frente mencionada pelo deputado petista envolve conversas entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro.
Os registros mostram que Nikolas procurou o então banqueiro para solicitar auxílio em uma questão relacionada a um ativo minerário de interesse do advogado Thiago Rodrigues de Faria, que já havia trabalhado como assessor do parlamentar. Os deputados federais Rogério Correia e Lindbergh Farias (PT-RJ) encaminharam uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para solicitar a investigação dos contatos.
O deputado Nikolas Ferreira reconheceu os contatos com Vorcaro, mas negou irregularidades. O parlamentar afirmou não ter recebido dinheiro do empresário e sustentou que a intermediação do negócio minerário não resultou em contrato ou pagamento.
Nikolas, por que, em vez de ficar instigando golpes contra o Brasil, você não cuida da sua defesa?Você tem dois processos que EU movi contra você: um pelo laudo falso da PF que compartilhou e outro pelo ativo minerário que pediu a Vorcaro. Você precisa se explicar perante a… pic.twitter.com/3WyfEb8Hr6— Rogério Correia 1⃣3⃣ (@RogerioCorreia_) October 26, 2026
Brasil 247