Android Studio Rabbit 2: agentes à escolha e revisão de código assistida

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Fonte da notícia: Android Geek Android Geek

O Android Studio Rabbit 2 está estável e pronto para produção, e a Google aproveitou o Android Dev Summit para arrumar a casa dos agentes de código. A ideia central é simples: em vez de um assistente único imposto pelo IDE, passas a poder escolher o agente que queres usar, desde que seja compatível com o protocolo ACP.

A lista anunciada passa por mais de 40 agentes, entre os quais o Claude Agent, o Codex da OpenAI, o Junie e o Google Antigravity. O número redondo não é o detalhe que importa.

O que muda o trabalho diário é o acesso: estes agentes conseguem usar ferramentas do Android Studio como o emulador Android, o sistema de build e o Logcat, e podem recorrer às chamadas Android skills para completar tarefas complexas. Para começar, abres a janela do agente e escolhes o que preferes, ou passas por Settings, Tools, AI, Agents, autenticas e lanças o primeiro pedido.

A Google justifica a abertura com três cenários concretos: preferência por um agente específico, eficiência de custo para um determinado projeto e alinhamento com um fornecedor que já tem contrato com a empresa. Vale a pena ler esse terceiro ponto com atenção.

A escolha deixa de ser apenas técnica e passa a ser também contratual. Uma equipa que já tem um acordo com um fornecedor pode alinhar o IDE com esse acordo, o que em contexto empresarial pesa mais do que uma diferença marginal na qualidade das respostas.

E quem paga do próprio bolso ganha margem para escolher o agente com o preço por utilização que consegue suportar. O novo gestor permite descobrir, instalar e gerir competências diretamente no Android Studio.

O IDE chega com skills da Google e skills de Firebase, e os exemplos citados são concretos: migrar layouts antigos em XML para Jetpack Compose, atualizar para AGP 9, implementar layouts adaptativos para dobráveis e tablets, ou integrar CameraX e serviços Firebase. O acesso faz-se de três formas: pelo separador Skills no painel do agente, através do menu de três pontos em Manage Agent Skills, escrevendo @ na caixa de chat e escolhendo Manage skills, ou em Settings, Tools, AI, Skills Manager.

O ganho real é o controlo granular sobre os fluxos de trabalho e a orientação processual que o agente tem disponíveis. Numa equipa que quer limitar o que é automatizado, isto conta mais do que a lista de funcionalidades.

O LeakCanary passa a estar integrado com o agente que vem no próprio IDE. Quando aparece uma fuga de memória, a ferramenta deixa de se limitar a apontar o objeto retido: passa a explicar a origem do problema em linguagem corrente e a sugerir alterações específicas no código para o resolver.

A funcionalidade vive na tarefa LeakCanary do Profiler. É um caso claro de utilidade prática, porque a análise de fugas de memória é daquelas tarefas em que o tempo gasto a interpretar resultados raramente é proporcional ao tempo gasto a corrigir.

Com agentes a escrever e a refatorar mais depressa, o estrangulamento muda de lugar e passa a estar na verificação. O AI Change Review pode ser lançado a partir de três pontos visuais do Android Studio ou diretamente da janela de chat do agente.

O fluxo começa com Recommended Fixes, em que o agente revê as suas próprias alterações, commits pendentes ou commits já feitos. Depois de resolveres essas sugestões, podes criar um walkthrough guiado que agrupa e prioriza blocos de diff relacionados por tema, em vez de te obrigar a ler ficheiros por ordem alfabética.

É uma resposta razoável a um problema real: a quantidade de código gerado cresceu, o tempo humano para o validar não. Os emuladores Android XR para óculos XR, óculos de áudio e óculos com display estão estáveis.

O emulador de óculos com display permite personalizar o ambiente com fotos 360 ou com o feed de uma câmara ligada, o que ajuda a testar cenários físicos sem sair do portátil. Há ainda indicadores LED de hardware para o estado do microfone e da câmara, e melhorias no Pairing Wizard para emparelhar um telemóvel virtual com óculos virtuais de áudio e display de forma mais rápida e fiável.

Para equipas com requisitos de governação, o Gemini Enterprise está disponível no Android Studio desde o Rabbit 1. A Google promete que o código-fonte e o contexto do espaço de trabalho nunca são retidos nem usados para treinar modelos globais, registo de auditoria das atividades dos agentes, patches gerados e histórico de pedidos, além de políticas de administração centralizadas para definir skills, agentes e endpoints aprovados.

Convém ser preciso: estas garantias são do Gemini Enterprise, não passam automaticamente para todos os agentes que ligas por ACP. É aqui que a abertura traz trabalho extra.

Se escolhes um agente de terceiros, a política de dados é a desse fornecedor. Antes de ligar um agente a repositórios privados, confirma o que fica registado, durante quanto tempo e onde.

A comunicação da Google não detalha preços, limites de utilização nem o funcionamento técnico do protocolo ACP, e não existem benchmarks independentes publicados que permitam comparar agentes. Também não há indicação de que estas funcionalidades cheguem a outros IDEs.

O impacto não depende de operadora, de stock em loja nem de disponibilidade comercial local: é uma ferramenta de desenvolvimento, descarregada diretamente. Quem programa Android em Portugal passa a poder escolher o agente dentro do IDE, o que interessa tanto a freelancers que pagam do próprio bolso como a equipas em empresas com contratos fechados com fornecedores de modelos.

Para quem mantém projetos antigos, as skills de migração para Compose e de atualização para AGP 9 podem poupar semanas de trabalho aborrecido, desde que o resultado seja revisto por alguém. É exatamente aí que o Change Review deixa de ser um extra e passa a ser parte do processo.

A variável a controlar é o custo por utilização dos agentes, que a Google não quantifica e que varia de fornecedor para fornecedor. Fica uma pergunta que cada equipa tem de responder antes de ligar tudo: quantos agentes faz sentido ter em simultâneo, com que permissões e com que política de dados? A versão estável já está disponível para descarregar.

Se encontrares um erro, o caminho é reportá-lo, e as demonstrações e palestras sobre estas funcionalidades estão a ser transmitidas no Android Dev Summit. Leiam as últimas notícias do mundo da tecnologia no Google News , Facebook  e  X (ex Twitter) .

Publicação Original Android Geek androidgeek.pt
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