Aliados de Lula celebram derrota de Trump nos EUA e ironizam 'efeito' dos irmãos Bolsonaro

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Em revés para o presidente americano, Donald Trump, políticos democratas conquistaram maioria na Câmara dos Representantes e no Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, nesta terça-feira. A onda azul — ligada ao partido da oposição ao republicano — "virou" cadeiras em estados historicamente conservadores.

No Brasil, aliados de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebraram a derrota do chefe da Casa Branca e especularam os efeitos da guinada democrata para o futuro dos irmãos autoexilados Eduardo e Flávio Bolsonaro (PL). Políticos brasileiros de esquerda ironizaram o que chamaram de "efeito" dos irmãos Bolsonaro — Eduardo se mudou no ano passado para o país para articular uma frente internacional de oposição a Lula e ao que diz ser uma perseguição política, enquanto Flávio fugiu às pressas para o território após ser derrotado por Lula nas eleições e receber ordem de entregar os passaportes à Justiça.

Para aliados de Lula, a virada inédita no pleito brasileiro abriu caminho para o rompante contra a direita extremista em outros locais do mundo. "A gente tá mostrando pro mundo que sim, nós podemos vencê-los de uma vez por todas!", destacou o deputado federal reeleito André Janones, responsável pela mobilização digital no canal do WhatsApp "Exército do Lula", crítico do bolsonarismo e do trumpismo.

Ao longo da madrugada, durante a apuração das eleições americanas, ele vibrou no canal que o "laranjão" — em referência a Trump — estava "se f*dendo". Ele ainda compartilhou mensagens do ativista americano Isaiah Martin com o seu bordão "Explode" e postou, em tom irônico, a hashtag "TheBolsonarosEffect".

Já a deputada federal reeleita Erika Hilton (PSOL) ressaltou que os aliados de Donald Trump "conseguiram PERDER" a cadeira do Senado e o governo do estado do Texas. "É lá onde mora o fugitivo Eduardo Bolsonaro e onde o derrotado Flávio Bolsonaro pretende morar", destacou a parlamentar, depois de exaltar a "derrota humilhante" do presidente americano e a mobilização de esquerda iniciada no Brasil.

Erika pontuou, ainda, que a estadia de Eduardo e Flávio nos EUA, apesar de ser concedida pelo governo federal dos EUA e não pelo governo do Texas, "pode estar em risco". Discurso semelhante partiu de Manuela D'Ávila (PSOL), que foi candidata ao Senado na chapa de Lula no Rio Grande do Sul.

Ela publicou que Trump perdeu em "lugares inimagináveis" e cobrou o retorno dos irmãos ao país natal para que respondam na Justiça. O deputado federal reeleito Lindbergh Farias (PT) classificou a "derrota maiúscula" de Trump como "passo importante para enfraquecer a extrema-direita no mundo" e também repercutiu a hashtag TheBolsonarosEffect.

A deputada federal reeleita Duda Salabert (PSOL) exaltou os marcos da diversidade na eleição americana, como a primeira mulher indígena eleita para o Senado, o primeiro senador muçulmano eleito e o primeiro senador abertamente gay.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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