Zakk Wylde lembra breve período como guitarrista do Guns N' Roses

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Por João Renato AlvesPostado em 24 de outubro de 2026 Em 1995, Zakk Wylde passou brevemente pelo Guns N' Roses, no período inicial de reclusão da banda.

Ao podcast Go With Elmo Lovano, o guitarrista recordou o período e tentou explicar os motivos para a parceria não ter ido adiante após alguns ensaio e jams. "Naquela época, eu estava trabalhando no álbum 'Ozzmosis' com Ozzy, em Nova York e em Paris.

Conhecia Slash, Duff McKagan e Steven Adler, mas nunca tinha encontrado Axl nem Izzy Stradlin. Um dia, Axl me ligou e disse que estavam falando sobre guitarristas, porque o Gilby Clarke tinha saído.

Começaram a sugerir nomes e chegaram no meu. Convidaram para uma jam e respondi: 'Claro, sem problemas, cara'.

Fui até lá, tocamos um pouco e acho que chegamos a gravar algumas ideias na casa do Duff, usando um tipo de estúdio caseiro portátil que ele tinha. Passamos um tempo juntos."

No fim das contas, nada aconteceu em termos concretos. Para piorar, Wylde acabou perdendo a vaga na banda de Ozzy.

"Um dia ele me ligou e perguntou: 'Zakk, você vai ficar com o Guns N' Roses ou comigo?' Hoje em dia a gente dá um jeito, porque eu toco no projeto de celebração do Pantera, tem o Black Label Society, o Zakk Sabbath... Se surge o 'Experience Hendrix', eu vou lá e participo.

Teve também o 'Generation Axe', com Steve Vai, Nuno, Yngwie e Tosin. Quando aparece uma brecha na agenda, a gente pensa: 'Beleza, vamos fazer isso em maio, ou sei lá quando.

Não vou estar fazendo nada nessa época. A gente resolve isso então'.

Mas, na ocasião, a situação era mais ou menos: 'Cara, você precisa escolher um ou outro...' - não que fosse exatamente um ultimato, mas era algo do tipo: 'Bom, vamos ver se dá para conciliar as coisas'. Só que o Ozzy disse: 'Zakk, não posso ficar aqui esperando para ver o que vai acontecer.

Preciso tomar uma atitude e contratar outra pessoa'. Foi aí que o ele chamou o Joe Holmes para a banda.

Joe é incrível, somos amigos. Eles saíram em turnê para promover o álbum.

Naquela época, nada estava acontecendo com o Guns N' Roses." A solução para Zakk foi seguir carreira solo.

"Gravei o meu álbum 'Book of Shadows', estava compondo músicas mais tranquilas o tempo todo. Depois que terminamos as sessões de 'Ozzmosis', eu costumava ir a um lugar chamado Brew's.

A jukebox de lá tinha discos antigos dos Rolling Stones, Creedence Clearwater Revival, Eagles, The Band, Elton John - esse tipo de coisa. Sabe, rock clássico básico - Bad Company, coisas assim.

Eu ficava lá bebendo até umas 7 da manhã, todas as noites, depois que terminávamos de tocar. Isso era em Nova York.

Depois, eu voltava para o meu quarto e começava a compor - algo no estilo de Neil Young, por exemplo. Acabei acumulando várias composições acústicas.

Depois, saímos em turnê com esse trabalho. Por volta de 1998, pensei: 'Bom, ainda não estou pronto para ser um cantor e compositor que fica sentado em uma cadeira.

Quero continuar tocando um som mais pesado'. Foi aí que nasceu o Black Label.

Decidi: 'Certo, vou fazer isso'. E o resto é história.

Aqui estamos nós, quase 30 anos depois." Curiosamente, o primeiro álbum do Black Label Society, "Sonic Brew" – lançado no Japão em 1998 e no resto do mundo no ano seguinte – conta com uma música que Zakk Wylde começou a desenvolver no breve período com o Guns N' Roses: "The Rose Petalled Garden".

Publicação Original Whiplash whiplash.net
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