A coluna de cinzas se espalhou pelo céu e chamou a atenção de moradores da província de Albay, no sudeste das Filipinas. O vulcão Mayon entrou em uma nova fase de atividade nesta sexta-feira, após uma erupção explosiva de intensidade moderada que lançou material vulcânico a aproximadamente três quilômetros acima de sua cratera.
O episódio levou as autoridades a elevar o nível de alerta e recomendar a retirada de pessoas que vivem nas áreas mais próximas. Leia também: Poluição causada por incêndios matou 3.560 pessoas na Indonésia em setembro, diz estudo
Veja mais: Brasil terá 26 mil mortes provocadas pelo El Niño, segundo Universidade de Chicago Segundo o Phivolcs, a erupção durou cerca de seis minutos.
A nuvem, descrita pelo órgão como densa e de rápida ascensão, foi carregada pelos ventos em direção ao oeste-sudoeste. A previsão era de queda de cinzas em Daraga, Guinobatan, Camalig e municípios vizinhos.
Com a elevação para o nível 3, o instituto passou a considerar maior a possibilidade de uma erupção perigosa. O alerta indica aumento do risco de fluxos de lava, queda de rochas e correntes de densidade piroclástica, fenômenos que transportam gases superaquecidos, cinzas e fragmentos vulcânicos em alta velocidade pelas encostas.
Veja vídeo: O órgão recomendou a evacuação da zona de perigo permanente, estabelecida em um raio de seis quilômetros a partir da cratera.
Também orientou as autoridades de aviação a alertar pilotos para evitar voos próximos ao cume, já que uma nova emissão de cinzas pode representar risco para aeronaves. Até as primeiras informações divulgadas após a erupção, não havia registro de mortes ou danos nas cidades próximas, segundo a agência de notícias AFP.
O governo da província também suspendeu as aulas nas escolas públicas e privadas para permitir que estudantes e professores retornassem para casa em meio à mudança no nível de alerta Com 2.462 metros de altitude, o Mayon é um dos vulcões mais ativos das Filipinas e conhecido pelo formato quase simétrico de seu cone.
O país está situado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, região marcada pelo encontro de placas tectônicas e pela frequente atividade sísmica e vulcânica.
O Globo