Um fato que voltou a chamar a atenção da audiência no debate dos candidatos à presidência, transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira, é a rouquidão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato chegou a cancelar uma entrevista à Record na última quarta-feira para poupar a voz mas a dificuldade voltou a pesar no embate, fato que se tornou alvo de deboche do adversário Flávio Bolsonaro (PL).
Ao vivo: Colunistas analisam debate da Globo — Eu confesso que eu estou com um pouquinho de dificuldade de entender o que ele tá falando, mas vamos lá — ironizou o candidato do PL.
De acordo com a equipe médica que cuida de Lula, a causa da rouquidão é o desgaste com a voz na reta final da campanha. O petista tem sido acompanhado por uma fonoaudióloga durante a campanha eleitoral e mantido quase todas as sessões presenciais, em Brasília.
Uma outra profissional acompanhava o caso, de São Paulo. Lula tem a região da garganta mais sensível do que o normal devido à cirurgia para a retirada de um câncer na laringe, em novembro de 2022.
A lesão, de 5 milímetros e superficial, foi extraída com “Laser CO 2”, aparelho que extirpa o tumor com raio laser de forma precisa, preservando as estruturas ao redor. O contexto do debate
Tradicionalmente um momento decisivo das eleições, o encontro na Globo se dá no contexto de uma disputa acirrada e imprevisível. No último domingo, Lula e Flávio estiveram frente a frente pela primeira vez, na Band.
As pesquisas dos últimos dias mostram empate técnico entre o petista e o bolsonarista, embora Flávio ainda tenha vantagem numérica. Quando se consideram os votos totais, ele aparece com 45% na Quaest, contra 44% de Lula.
No Datafolha, o placar é de 47% a 46%. Alguns dados adicionais deixaram o cenário ainda mais indefinido.
Na Quaest, o percentual de indecisos na modalidade espontânea, aquela em que o entrevistado não é apresentado ao nome dos candidatos, dobrou de 7% para 14%. Debates são considerados fundamentais para esse tipo de eleitor, que ainda está em dúvida.
O Globo