Em debate, presidente questionou suposta influência do adversário em disputa por imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis; Flávio negou envolvimento A mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, avaliada em cerca de R$ 10 milhões e relacionada ao jogador Richarlison, virou tema de confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial.
Lula questionou o adversário sobre uma disputa envolvendo o imóvel e levantou suspeitas sobre a atuação de um advogado ligado ao candidato do PL. Flávio negou ter participação no caso e afirmou que a Justiça já havia encerrado a discussão.
Durante o debate, Lula afirmou ter visto uma denúncia relacionada à mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, que, segundo ele, teria sido comprada por Richarlison por cerca de R$ 10 milhões. O presidente questionou por que uma Willer Tomaz, ligado à Flávio, teria conseguido obter a documentação do imóvel em menos tempo do que o jogador.
“Eu queria que me explicasse como é que vocês tomaram a ilha do Richarlison?”, perguntou Lula. O presidente afirmou que Richarlison teria procurado a SPU (Secretaria do Patrimônio da União) havia mais de um ano, sem conseguir a documentação desejada.
Em contrapartida, segundo a versão apresentada por Lula, Willer, que é amigo de Flávio teria conseguido o título de propriedade e a autorização em aproximadamente uma semana. Lula também levantou a suspeita de que o diretor da SPU responsável pelo caso teria sido indicado pelo candidato do PL.
Flávio negou envolvimento na disputa e afirmou que a questão já havia sido analisada pela Justiça. “Candidato, é muito simples de explicar o que aconteceu ali.
A Justiça já investigou isso, essa ação já transitou em julgado, já tem decisão definitiva. Essa ilha nunca foi do Richarlison”, declarou.
O candidato também negou ser sócio de Willer Tomaz mencionado por Lula e afirmou que o vínculo societário seria com um advogado ligado ao presidente. Na sequência, Flávio questionou Lula sobre uma proposta relacionada à segurança pública e acusou o adversário de querer controlar as polícias.
Mesmo após a resposta de Flávio, Lula insistiu na pergunta sobre a indicação do diretor da Secretaria do Patrimônio da União. O presidente afirmou que o governo investigaria o caso para verificar a situação do imóvel.
“Eu quero que você me explique se o coronel do SPU foi você que indicou ou não? Se foi você que indicou, qual foi a influência sua para que ele liberasse o terreno pro seu sócio advogado?”, questionou. Lula acrescentou que uma ministra estava buscando informações para analisar a situação e afirmou que, se Richarlison tivesse razão, o governo tentaria recuperar o terreno e devolvê-lo ao proprietário legítimo. Flávio voltou a negar qualquer participação.
“Ô Lula, eu vou falar pela terceira vez. Pela terceira vez: eu não tenho absolutamente nada a ver com isso”, respondeu.
Depois de negar envolvimento no caso, Flávio mudou o foco da discussão e questionou Lula sobre uma garrafa de uísque Macallan que, segundo ele, valeria R$ 500 mil. “Você tem noção do que que é isso? Uma garrafa de whisky de meio milhão de reais?”, perguntou o candidato do PL, que também questionou se o presidente teria oferecido alguma contrapartida a quem lhe deu o presente.
Lula respondeu que estava cansado de fazer a mesma pergunta ao adversário e voltou a cobrar uma resposta sobre a suposta indicação do diretor da SPU. “Eu só quero saber, e vou repetir agora perto da câmera: se o coronel do SPU é ou não é indicado por ele!”, declarou o presidente.
Lidia Gabriella é repórter do ND Mais, no Núcleo Nacional, e acompanha de perto as tendências digitais e os assuntos que mais repercutem no noticiário brasileiro e mundial. Curiosa e atenta aos temas que movimentam o país, escreve sobre comportamento, entretenimento, ciência, astrologia e assuntos que repercutem nas redes e no cotidiano dos leitores.
É jornalista em formação pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e atua na área esde 2022. Tem experiência em portal de notícias e assessoria de comunicação no Ceart-Udesc.
Participou de coberturas de Carnaval, Olimpíadas e das enchentes no Rio Grande do Sul. Também cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, focada na produção de matérias factuais sobre o andamento do pleito em diversas cidades do Brasil.
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