Voyager 1 está prestes a bater recorde de um dia-luz da Terra

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Sonda Voyager 1, da NASAReprodução/Nasa A sonda Voyager 1, da NASA, está prestes a se tornar o primeiro objeto construído pela humanidade a ficar a um dia-luz da Terra. A previsão é que isso aconteça em 18 de novembro, quando a espaçonave estará a cerca de 25,9 bilhões de quilômetros do planeta.

Lançada em 1977, a sonda continua enviando informações do espaço, mesmo após quase 50 anos de viagem.Um dia-luz é a distância que a luz percorre em 24 horas. Apesar do nome, não é uma medida de tempo, mas de distância.

Como a luz viaja a aproximadamente 300 mil quilômetros por segundo, ela alcança cerca de 25,9 bilhões de quilômetros em um dia.Quando a Voyager 1 atingir essa marca, seus sinais de rádio levarão aproximadamente 24 horas para chegar à Terra. Isso significa que, depois de enviar uma informação, a equipe da Nasa precisará esperar cerca de um dia para recebê-la aqui no planeta.

Do mesmo jeito, um comando enviado da Terra também levará aproximadamente um dia para chegar até a sonda.A previsão é que a Voyager 1 alcance essa distância às 07h16 do dia 18 de novembro, pelo horário de Brasília. O horário é estimado, então pode sofrer pequenas variações.Uma viagem iniciada em 1977A Voyager 1 foi lançada em 05 de setembro de 1977 para explorar os planetas mais distantes do Sol.Uma das descobertas foi a grande atividade vulcânica de Io, uma das luas de Júpiter.

A sonda também observou outra lua do gigante gasoso, Europa, que tem uma superfície relativamente lisa. Essa característica ajudou a levantar a hipótese de que existe um oceano sob sua camada de gelo, o que pode ser de interesse na busca por vida fora da Terra. Em Saturno, a Voyager 1 registrou imagens do planeta e de suas luas.

Já a Voyager 2, sua sonda gêmea, seguiu outro caminho e também explorou Urano e Netuno.A Voyager 1 ficou conhecida ainda por registrar a imagem Pálido Ponto Azul, na qual a Terra aparece como um pequeno ponto distante. A fotografia se tornou uma das imagens mais conhecidas do planeta, feitas a partir do espaço.VEJA MAIS: Experimento da NASA levou 3.300 abelhas ao espaçoO que a sonda ainda descobre?Mesmo muito distante da Terra, a Voyager 1 continua enviando dados importantes para os cientistas.

Em 2012, ela atravessou a heliopausa, uma região que marca o limite da influência do vento solar. Ao atravessar esse ponto, a Voyager 1 entrou no espaço interestelar, a região que existe entre as estrelas.As observações mostraram que esse espaço não é completamente vazio.

A sonda encontrou partículas e identificou mudanças na quantidade de matéria ao longo de sua trajetória.Ela também detectou ondas no plasma, que podem ser provocadas por grandes explosões no Sol, cujos efeitos viajam pelo espaço e chegam à região onde a sonda está. Em 2014, Ed Stone, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, explicou o fenômeno.A sonda identifica essas ondas de maneira indireta, observando mudanças nos raios cósmicos, partículas de alta energia que são detectadas por um de seus instrumentos.Ao longo dos anos, alguns equipamentos deixaram de funcionar, enquanto outros foram desligados para economizar energia.

Mesmo assim, os instrumentos que continuam ativos ainda enviam informações à Terra.A Voyager 1 já saiu do Sistema Solar?Embora tenha ultrapassado a heliopausa, a Voyager 1 ainda não está necessariamente fora de todos os limites do Sistema Solar. Isso porque a fronteira também pode ser definida pela região alcançada pelas órbitas dos cometas mais distantes ligados ao Sol.Esses cometas podem levar centenas de milhares de anos para completar uma volta ao redor da estrela.

Por isso, os limites mais distantes do Sistema Solar são difíceis de calcular com precisão.A Voyager 1 e sua irmã, a Voyager 2, devem parar de transmitir dados muito antes de alcançar essa região. Assim, mesmo que continuem viajando pelo espaço, os cientistas não conseguirão acompanhar toda as suas jornadas.

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