Votação antecipada bate recordes nos EUA a menos de duas semanas das eleições legislativas

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Faltando menos de duas semanas para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, mais de 16 milhões de eleitores já haviam votado antecipadamente, a maioria (pouco mais de 10 milhões) por correio — modalidade que tende a favorecer os democratas e que o presidente Donald Trump tentou restringir durante a campanha, em meio aos temores de que o Partido Republicano perca o controle das duas casas do Congresso.

Sem precedentes: Trump injeta US$ 277 milhões na reta final das eleições legislativas Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora do Brasil? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países Segundo a Universidade da Flórida, 47,4% dos votos computados foram de eleitores democratas, ante 29,2% de republicanos.

A baixa popularidade do presidente Donald Trump, agravada pela guerra prolongada no Irã, pelos altos preços dos combustíveis, pelo custo de vida elevado e pela política migratória agressiva, ameaça o desempenho republicano.

Pesquisas indicam que o partido pode perder a maioria no Congresso, enquanto tenta defender suas posições em disputas decisivas, como a corrida ao Senado no Texas, entre o republicano Ken Paxton e o democrata James Talarico. Sem salto alto: Cautelosos com derrota de 2016, democratas mantêm mobilização apesar de favoritismo O estado, inclusive, foi um dos que bateu recordes no primeiro dia de votação antecipada, com números históricos nos condados de Harris e Dallas. Até o momento, já foram computados um total de 1.783.240 votos, a maioria presencial. A participação antecipada também é elevada na Geórgia e na Carolina do Norte. Na Geórgia, mais de 190 mil votos foram registrados no primeiro dia, superando o recorde de quatro anos atrás. Na Flórida, onde vivem 6,7 milhões de hispânicos, quase 20% do eleitorado que participou da eleição de 2022 já havia votado. Pesquisas apontam ainda que parte dos latinos que apoiaram Trump em 2024 deve votar em candidatos democratas nesta eleição. Que saber mais sobre política americana? Acompanhe o blog Trump 2.0 A votação antecipada será ampliada nos próximos dias, com o início do processo em estados como Maryland e Nova York. Ao todo, 47 estados e Washington, D.C., permitem votar antecipadamente sem justificativa, embora os prazos variem conforme a região. Diversos protestos contra Trump, organizados pelo movimento “No Kings” (Sem Reis), foram realizados no último sábado para incentivar os americanos a votarem antecipadamente. Voto pelo correio na mira O presidente há muito critica abertamente a prática do voto pelo correio, alegando, sem provas, que há fraude generalizada nessa modalidade — embora tenha votado pelo correio em eleições recentes.

A batalha em torno do plano do governo Trump de alterar o sistema de votação por correio se desenrolou nas últimas semanas em uma série vertiginosa de desdobramentos legais, mesmo com os estados começando a enviar as cédulas. Em setembro, a Suprema Corte rejeitou uma ordem executiva de Trump que teria mudado drasticamente a forma como os americanos votam pelo correio antes das eleições de meio de mandato.

Em publicação na Truth Social, Trump classificou a decisão da Suprema Corte como “horrível e altamente política”. “É uma grande derrota para os republicanos e para a própria América, e torna muito mais fácil para os ‘dumocrats’ da esquerda radical trapacearem nas cédulas enviadas pelo correio — e agora eles têm o caminho livre para fazer isso!”, afirmou. Popularidade em baixa As votações acontecem enquanto o índice de aprovação do presidente atinge um novo mínimo, segundo nova pesquisa nacional do New York Times e da Universidade Siena.

Apenas 36% dos eleitores com maior probabilidade de votar disseram aprovar o desempenho de Trump, enquanto 59% afirmaram desaprová-lo. Trata-se do menor índice de aprovação do presidente já registrado na pesquisa Times/Siena. Mais de dois terços dos eleitores independentes disseram desaprovar a maneira como ele tem exercido a Presidência. Os eleitores com maior probabilidade de votar afirmaram preferir candidatos democratas aos republicanos por uma margem de 11 pontos percentuais em seus distritos eleitorais, segundo a última pesquisa nacional Times/Siena antes das eleições de meio de mandato, uma ligeira melhora para os democratas em relação ao mês passado. O indicador é considerado um importante termômetro do momento político. À medida que a avaliação dos republicanos piorou, a percepção pública sobre os democratas também tornou-se cada vez mais positiva nos últimos dois anos, segundo uma série de indicadores. A maioria dos eleitores com maior probabilidade de votar agora considera o Partido Democrata a legenda da classe trabalhadora, uma mudança em relação a 2022, quando os eleitores davam vantagem ao Partido Republicano. Os eleitores também consideram os democratas mais propensos a cumprir suas promessas do que os republicanos, uma inversão expressiva em relação a dois anos atrás, quando os republicanos tinham vantagem nessa questão. Além disso, maiorias em praticamente todos os grupos demográficos agora consideram os democratas mais capazes de compreender e resolver os problemas dos americanos comuns. Com New York Times e agências internacionais.

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