Família tenta confirmar execução de mulher de Bangladesh condenada à morte na Arábia Saudita

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A família de Sweety Akhtar, uma mulher de Bangladesh que teria sido executada na Arábia Saudita, tenta obter uma confirmação oficial de sua morte. Os parentes souberam da notícia por meio de terceiros e das redes sociais, mas afirmam que não receberam uma comunicação formal do governo de Bangladesh. Sweety se mudou para o país árabe em março de 2023, tendo sido presa seis meses depois. Veja vídeo: Macaco suspeito de atacar mais de 10 pessoas é capturado na Índia e agredido por moradores Em relatório: Mundo caminha para aquecimento de 2,6 °C ainda neste século, alerta ONU Nesses três anos, segundo a família, ela mantinha contato por meio de ligações telefônicas, e informou de sua prisão assim que tinha sido detida. A incerteza sobre o que aconteceu é agravada pelo fato de que, na última conversa com o pai, em 13 de outubro, Sweety não mencionou ter sido condenada à morte. — Não sabemos o que aconteceu com minha filha. Nem sequer sabemos se ela está viva ou morta. Só ouvimos rumores — disse o pai, Fazal Mia, em entrevista ao The Daily Star. As autoridades sauditas anunciaram, em 14 de outubro, a execução de dois cidadãos de Bangladesh, Sweety Akhtar e Nazrul Islam Abdul Basir, condenados por atos descritos como imorais em uma mesquita na cidade de Meca. No entanto, segundo reportagens, a família de Sweety continuava sem confirmação direta sobre seu destino. O Ministério das Relações Exteriores de Bangladesh informou ter tomado conhecimento da execução de dois cidadãos do país, mas inicialmente não conseguiu confirmar suas identidades, destacou o The Daily Star. Bangladesh solicitou às autoridades sauditas cópias das sentenças e detalhes dos processos, mas, de acordo com o site India Today, não havia recebido resposta de Riad até a publicação da reportagem, em 22 de outubro.

O pai de Sweety contou que manteve contato com a filha durante o período em que ela esteve presa, embora as ligações tenham se tornado irregulares. Depois de um intervalo de aproximadamente um ano sem notícias, ela voltou a telefonar, geralmente uma vez por mês. Em uma das últimas conversas, segundo Fazal, ela disse que poderia ser libertada em dois meses. Na ligação de 13 de outubro, porém, não falou sobre julgamento ou condenação. — Quero que o governo me diga o que aconteceu com minha filha. Quero que ela volte para mim. Esteja viva ou morta, só quero minha filha de volta — afirmou Johura Begum, mãe de Sweety, ao The Daily Star. A irmã mais velha de Sweety soube da notícia sobre a sentença de morte por meio de um vídeo publicado no Facebook e enviado por uma amiga, segundo o India Today. Segundo a família, a mulher nunca havia informado aos parentes sobre a possibilidade de receber uma condenação desse tipo. Acusação de adultério e versão apresentada à família Sweety Akhtar foi detida em 2 de agosto de 2023, sob acusação de adultério, segundo um memorando consular confidencial de 18 de outubro obtido pelo jornal The Daily Star. O motivo de sua detenção é controverso. Segundo veículos internacionais que acompanham o caso. A prisão teria ocorrido por "atos indecentes" dentro de uma mesquita, noticiou o The Daily Prothom Alo, de Bangladesh, sem explicar como isso se aplicaria. Já ao The Daily Star, a família relatou que ela teria sido vítima de uma armação e presa após uma discussão com outras trabalhadoras. Outra versão, atribuída a Sweety, seria de colegas de trabalho haviam comprado ilegalmente um carro e que acabou detida com o grupo. Não há, até o momento, infomração sobre o que teria acontecido com as demais mulheres. A família afirma não acreditar nas acusaçõe. Ela trabalhava como faxineira para a empresa Al Majal e ficou presa em uma unidade feminina em Jeddah. Um homem também de Bangladesh, identificado como Nazrul Islam Abdul Basir, teria sido executado no mesmo anúncio das autoridades sauditas. Ele havia sido detido um dia antes de Sweety, sob a legislação saudita de crimes cibernéticos. Autoridades de Bangladesh afirmam que também não haviam sido notificadas sobre a sentença e a aplicação da pena para o homem. Casamentos, abandono e a busca por uma vida melhor A trajetória de Sweety Akhtar foi marcada por dificuldades financeiras e problemas na famílias. Nascida na aldeia de Nagar Chhawali, na região de Tangail, em Bangladesh, sendo a mais nova de cinco irmãs. Ela foi casada, momento em que teve a única filha, e após a separação, voltou a morar com os pais, levando a criança. Mais tarde, pressionada pela família, casou-se novamente. O segundo marido foi para a Arábia Saudita com dinheiro emprestado pelo pai de Sweety, que trabalhava como diarista. Depois de chegar ao país, ele deixou de manter contato com a mulher. Sweety embarcou em março de 2023 para a Arábia Saudita por meio de uma agência de recrutamento registrada, e conseguiu emprego como faxineira no país. Ela trabalhava no complexo da Grande Mesquita de Meca e, durante os primeiros cinco a seis meses, enviou dinheiro para casa. Os repasses foram interrompidos, e então a família recebeu a notícia de que ela havia sido presa.

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