Vorcaro aciona órgão internacional contra o Brasil por supostas violações de direitos

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Fonte da notícia: Jovem Pam Jovem Pam

A defesa do ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão ligado à Organização dos Estados Americanos (OEA), para denunciar o Brasil. Protocolado no último dia 27, o pedido solicita ajuda internacional para conseguir a liberação do banqueiro, preso desde o dia 4 de março.

Entre os argumentos apresentados, os advogados afirmam que Vorcaro está preso preventivamente sem ter sido formalmente denunciado. Além disso, a defesa alega supostas violações de direitos humanos e demora na análise de um pedido de liberdade apresentado em 18 de setembro ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo a petição, ainda não recebeu decisão.

“Até hoje não há denúncia nem ação penal. O indiciamento lançado nesta semana em relatório parcial da Polícia Federal não é acusação formal: é ato unilateral da autoridade policial, praticado em apenas uma das investigações ainda inconclusa e apoiado em prova cuja integridade não pode ser verificada.

A revisão da prisão a cada 90 dias, que a lei brasileira torna obrigatória, não foi feita”Defesa de Daniel Vorcaro O documento aponta ainda supostos vazamentos de conversas privadas extraídas do celular de Vorcaro, incluindo comunicações protegidas pelo sigilo entre advogado e cliente.

Os representantes do banqueiro também questionam a integridade das provas digitais e relatam que não tiveram acesso aos dados originais da extração do aparelho. Indiciamento

No último dia 28, a Polícia Federal (PF) enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um relatório sobre a investigação de tentativa de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). No documento, a corporação indiciou 15 pessoas.

São elas: Daniel Vorcaro, dono do Banco Master;

Augusto Lima, sócio de Vorcaro no Banco Master; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB;

Henrique Souza e Silva Peretto, sócio da Tirreno; André Felipe de Oliveira Seixas Maia, sócio da Tirreno;

Angelo Antônio Ribeiro da Silva, diretor do Banco Master; Luiz Antônio Bull, diretor do Banco Master;

Alberto Félix de Oliveira Neto, diretor do Banco Master; Allan da Silva Machado, procurador do Banco Master;

Daniel Lopes Monteiro, advogado do Banco Master; Dario Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor de finanças e controladoria do BRB;

Luana de Andrade Ribeiro, ex-diretora-executiva de controle e riscos do BRB; Cristiane Maria Lima Bukowitz, ex-diretora-executiva de gestão de pessoas do BRB;

Diogo Ilário de Araújo Oliveira, ex-diretor-executivo de atacado e governo do BRB; José Maria Correa Dias Junior, ex-diretor-executivo de tecnologia do BRB.

Vinculado ao Governo do Distrito Federal (GDF), o BRB tentou comprar o Master no período de 2024 a 2025. No entanto, a transação foi barrada pelo Banco Central (BC).

Também no relatório, a PF pediu que a investigação seja estendida por mais 60 dias. A corporação informou que o prazo é necessário para concluir perícias e elaborar um relatório complementar.

A solicitação será analisada pelo relator do caso do Banco Master no STF, o ministro André Mendonça.

Publicação Original Jovem Pam jovempan.com.br
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