A disputa pela presidência do Senado Federal já movimenta os bastidores de Brasília. Parlamentares da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram as articulações para conquistar o comando da Casa a partir de 2027.Entre os nomes colocados estão o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial derrotada de Flávio Bolsonaro (PL), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
A movimentação ocorre enquanto o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), trabalha para ampliar sua base de apoio e garantir a permanência no cargo.Leia também: Alcolumbre articula saída para penas do 8/1 de olho em votos da direitaA ofensiva da oposição, no entanto, esbarra na falta de consenso sobre quem deverá encabeçar a disputa.
Marinho representa a ala mais diretamente ligada ao bolsonarismo e tenta converter o protagonismo adquirido durante a campanha presidencial em força política no Congresso. Tereza Cristina, por sua vez, surge como uma alternativa capaz de dialogar com setores da direita e do centro, especialmente entre parlamentares ligados ao agronegócio.Nos bastidores, a avaliação é de que a fragmentação das candidaturas pode favorecer Alcolumbre, que aposta na interlocução construída com diferentes bancadas para assegurar os votos necessários à recondução.
O senador amapaense busca preservar alianças que ultrapassam a divisão entre governistas e oposicionistas, em uma disputa na qual os compromissos internos e a distribuição de espaços de poder tendem a pesar mais do que as posições partidárias.Leia também: Michelle consolida influência política fora da sombra de familiaresO comando do Senado é considerado estratégico para a próxima legislatura.
Além de definir a pauta de votações, o presidente da Casa exerce influência sobre a tramitação de indicações para tribunais superiores, autoridades do Executivo e outras decisões de interesse do Palácio do Planalto. Para a oposição, conquistar a cadeira significaria ampliar o poder de pressão sobre o novo mandato de Lula.
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Correio Brazilliense