‘General’ da virada de Lula, Janones fica no Rede e descarta virar ministro

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O deputado federal André Janones (Rede Sustentabilidade-MG), que comandou a mobilização digital do chamado “Exército do Lula”, descartou assumir um ministério no quarto mandato do presidente Lula da Silva (PT). Reeleito para o terceiro mandato, o parlamentar afirmou que permanecerá no partido e continuará na Câmara dos Deputados.

“Eu não vou aceitar nenhum ministério”, afirmou, em entrevista exclusiva ao “Fantástico”, exibida neste domingo (1º de novembro). “Está cravado.

Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”.

A definição sobre o futuro político veio depois de uma campanha em que o canal criado por Janones no WhatsApp reuniu mais de 10 milhões de pessoas nas três semanas anteriores ao segundo turno. À frente das chamadas “missões”, o deputado orientava apoiadores a compartilhar conteúdos e participar das ações digitais em defesa de Lula.

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Canal depois da eleição A permanência na Câmara será acompanhada da discussão sobre o futuro da estrutura de comunicação com os eleitores.

Janones afirmou que já conversou com Lula sobre quem deve ficar à frente do canal, administrado diretamente pelo celular do deputado. Segundo o parlamentar, ele deixou claro ao presidente que o espaço foi construído em torno da liderança do petista.

A entrevista, porém, não apresentou uma definição sobre quem assumirá seu comando. Janones disse que a mobilização deve contribuir para a governabilidade, mas reconheceu os limites de um modelo que concentra decisões em sua figura.

Para ele, a organização adotada na campanha tem caráter transitório e não corresponde à democracia que deseja para o país. O deputado vinculou a mudança desse modelo ao debate sobre o papel das grandes plataformas digitais.

Sua avaliação é que a centralização foi necessária para a disputa eleitoral e ainda será importante no apoio ao governo. Leia mais

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A reportagem lembrou que, a dois dias do segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cobrou das plataformas reforço das equipes e tratamento igualitário às campanhas. Meta, Google e X informaram ao tribunal que não encontraram irregularidades no canal de apoiadores de Lula.

Depois da eleição, Janones deixou de publicar os vídeos com novas “missões”. Cansado, planejava descansar no Rio de Janeiro, mas teve a agenda alterada por entrevistas e por um convite do presidente.

Lula telefonou para o deputado e o chamou para uma transmissão ao vivo e um almoço em Brasília. Na quinta-feira (29 de outubro), Janones foi ao Palácio da Alvorada, onde permaneceu por cerca de três horas com o presidente e a primeira-dama, Janja.

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Repercussão no exterior A dimensão alcançada pela mobilização também despertou interesse fora do Brasil.

Janones relatou entrevistas com os jornais Le Monde, da França, e The Guardian, do Reino Unido, além de convites vindos de países europeus e latino-americanos. O deputado afirmou que não previa essa repercussão internacional.

O interesse pela estratégia digital prolongou uma rotina intensa: durante a campanha, segundo contou, chegou a percorrer cerca de 2 mil quilômetros por semana de carro para manter o acesso à internet. Foto: divulgação

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