Voo que seguia para Lisboa é alvo de ameaça de bomba em meio a onda de alertas na Europa nesta semana

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Um avião da companhia aérea Ryanair, que fazia a ligação entre Roma, na Itália, e Lisboa, em Portugal, foi alvo de uma ameaça de bomba na manhã desta sexta-feira (6). A aeronave pousou por volta das 8h no Aeroporto Humberto Delgado, na capital portuguesa.

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Segundo a CNN de Portugal, o alerta foi recebido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) por meio de uma ligação telefônica feita por um agente de autoridade, cuja identidade foi validada pela Polícia Judiciária. As autoridades realizam diligências para avaliar a credibilidade da ameaça.

O episódio ocorre em meio a uma sequência de ameaças contra voos comerciais em diferentes países europeus. Desde segunda-feira (2), pelo menos 22 aeronaves foram afetadas por alertas semelhantes, segundo o balanço dos incidentes registrados entre segunda e quinta-feira.

Os casos provocaram desvios de rota, pousos não programados, inspeções de segurança e mobilização de forças militares. Continue: Ameaça de bomba desvia voo de Londres para aeroporto na Polônia; outras duas aeronaves recebem alertas

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A onda mais recente foi registrada na quinta-feira (5), quando 15 aeronaves receberam ameaças. Entre os episódios, um Airbus A320 da companhia Aer Lingus, que fazia a rota entre Dublin, na Irlanda, e Roma, na Itália, foi desviado para a base aérea militar de Évreux, na França.

Um caça francês acompanhou a aproximação do avião, que transportava 151 passageiros e seis tripulantes. Equipes especializadas em explosivos foram mobilizadas, e os ocupantes foram encaminhados para um local seguro.

Na Áustria, dois voos da Wizz Air também foram afetados: um que seguia de Milão para Varsóvia foi desviado para Viena, enquanto outro, com destino a Bucareste, na Romênia, passou por inspeção após o pouso. Na Bulgária, três aeronaves da Ryanair receberam alertas, incluindo uma que precisou ser desviada para Plovdiv.

Outros casos envolveram voos da Finnair, escoltados por caças italianos, e da LOT Polish Airlines, que passaram por verificações de segurança. Na República Tcheca, quatro aeronaves com destino a Praga foram alvo de ameaças.

A polícia local classificou como baixa a credibilidade dos alertas, mas determinou a adoção de medidas preventivas. A sequência começou na segunda-feira, quando um voo da Wizz Air que partiu de Londres, no Reino Unido, precisou realizar um pouso não programado em Budapeste, na Hungria, escoltado por um caça militar.

Na terça-feira, pelo menos seis outros voos foram afetados, entre eles aeronaves da Ryanair, LOT e Wizz Air, com ocorrências na Polônia, Espanha, Itália e Bulgária. Possível ação coordenada ainda é investigada

Embora as inspeções realizadas até agora não tenham identificado explosivos nas aeronaves citadas, a frequência dos alertas levantou suspeitas sobre uma possível campanha coordenada. Ainda não há, contudo, confirmação de que os episódios tenham uma origem comum ou de que estejam relacionados entre si.

Matt Borie, especialista em segurança aérea da Osprey Flight Solutions, afirmou ao Financial Times que a repetição dos episódios pode indicar uma ação deliberada para provocar transtornos generalizados no transporte aéreo europeu. À BBC, o especialista Paul Mason também destacou que a quantidade de alertas em um intervalo tão curto é incomum e pode exigir cooperação entre as autoridades dos países afetados.

Matthew Borie também afirmou à Sky News que uma eventual participação da Rússia ou do Irã deve ser considerada no contexto de operações de guerra híbrida. Não há, porém, evidências que atribuam os episódios a qualquer país ou organização.

Veja alguns casos registrados nesta semana: Sexta-feira (6 de novembro)

Ryanair: Roma, Itália – Lisboa, Portugal. Aeronave pousou no Aeroporto Humberto Delgado por volta das 8h após ameaça de bomba.

Quinta-feira (5 de novembro) Aer Lingus: Dublin, Irlanda – Roma, Itália.

Desviado para a base aérea de Évreux, na França. Ryanair: Madri, Espanha – Sófia, Bulgária.

Aeronave submetida a inspeção. Ryanair: Copenhague, Dinamarca – Sófia, Bulgária.

Aeronave submetida a inspeção. Ryanair: Londres-Stansted, Reino Unido – Sófia, Bulgária.

Desviado para Plovdiv. LOT Polish Airlines: Varsóvia, Polônia – Bruxelas, Bélgica.

Pousou no destino previsto e passou por inspeção. Wizz Air: Milão, Itália – Varsóvia, Polônia.

Desviado para Viena, na Áustria. Finnair: Helsinque, Finlândia – Roma, Itália.

Escoltado por caças italianos. Finnair: Helsinque, Finlândia – Viena, Áustria.

Alerta posteriormente considerado falso. Quatro voos não identificados: com destino a Praga, na República Tcheca.

Receberam ameaças sobre a possível presença de explosivos. Wizz Air: Milão, Itália – Bucareste, Romênia.

Passou por inspeção de segurança. Aegean Airlines: Tessalônica, Grécia – Milão, Itália.

Alvo de alerta. Ryanair: Porto, Portugal – Milão, Itália.

Alvo de alerta. Terça-feira (3 de novembro)

LOT Polish Airlines: Londres, Reino Unido – Varsóvia, Polônia. Desviado para o aeroporto de Modlin.

Ryanair: Manchester, Reino Unido – Múrcia, Espanha. Inspecionado após o pouso.

Ryanair: Lisboa, Portugal – Roma, Itália. Inspecionado no aeroporto de Fiumicino.

Ryanair: Dublin, Irlanda – Roma, Itália. Inspecionado no aeroporto de Fiumicino.

Wizz Air: Bérgamo, Itália – Sófia, Bulgária. Pousou em segurança.

Ryanair: Dublin, Irlanda – Sófia, Bulgária. Pousou em segurança.

Segunda-feira (2 de novembro) Wizz Air: Londres, Reino Unido – Sófia, Bulgária.

Desviado para Budapeste, na Hungria, com escolta de um caça militar.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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