Você compraria um robô humanoide para trabalhar na sua casa? Confira os modelos que prometem deixar tudo arrumado

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Fonte da notícia: Epoca Negócios Epoca Negócios

Os robôs nunca estiveram tão em evidência. Para muitos, eles são o símbolo de um futuro mais tecnológico, produtivo e feliz, em que vamos conviver em harmonia com máquinas capazes de facilitar – e muito – a nossa vida.

Para outros, são uma ameaça ao emprego, capazes de deixar milhões de pessoas sem ter como se sustentar. O que foge à percepção de grande parte das pessoas é que os robôs já revolucionam a vida na Terra há algum tempo.

Foi nos anos 1960 que eles começaram a ocupar o chão de fábrica, como parte da Terceira Revolução Industrial. Essas máquinas, porém, não tinham nada a ver com a nossa visão idealizada do que seria um robô: uma criatura simpática com feições humanas capaz de nos ajudar nas tarefas do trabalho ou de casa.

Os primeiros robôs industriais eram grandes máquinas programadas para executar tarefas repetitivas que exigiam precisão e velocidade, mas nenhuma variação ou flexibilidade. Mesmo com sua evolução ao longo das décadas, essas características permaneceram imutáveis.

Filme de ação? Robô humanoide da Unitree dá golpes em carros em novo vídeo Tesla começa a produzir robô humanoide Optimus em sua fábrica de carros na Califórnia

A próxima grande transformação tecnológica será protagonizada por máquinas que aprendem fazendo, diz diretora do laboratório de IA do MIT 'Contrate o robô, demita o humano e não olhe para trás': Bill Gates critica lógica de adoção da IA nas empresas

Até o advento da IA física, a partir dos anos 2020. A ideia de que robôs podem aprender com o mundo real (por meio de sensores, radares e câmeras), ou a partir de experiências simuladas em plataformas específicas para esse fim, muda tudo o que se sabia sobre essas máquinas.

Diferentemente de seus antecessores, os robôs da nova geração são adaptáveis, capazes de realizar tarefas complexas e, o mais importante, podem “aprender” novas atividades com agilidade, de acordo com seus criadores. Isso não apenas os torna mais úteis para a indústria como abre um leque de possibilidades em diferentes áreas de atuação, da logística à inspeção de qualidade, da saúde às tarefas domésticas.

O Digit, da Agility, é utilizado em centros de distribuição da Amazon Divulgação

“A robótica está evoluindo para sistemas inteligentes, capazes de aprender, adaptar-se e agir de forma autônoma”, diz relatório do Fórum Econômico Mundial e da BCG de 2025. “Essa mudança marca um momento crucial na história da automação, impulsionada pela convergência de hardware robótico, IA e sistemas de visão”, afirma o estudo.

Os robôs agora não estão mais confinados a ganhos isolados de eficiência, mas emergem como facilitadores estratégicos da resiliência e da competividade. A chave para essa transformação são os modelos de IA – em um primeiro momento, os de linguagem, que serviram para dar voz e conteúdo às máquinas; e, mais recentemente, os modelos de mundo, no qual os robôs aprendem atuando em ambientes reais – ou em simulações caprichadas, fornecidas por empresas como Nvidia e Qualcomm.

A evolução das máquinas trouxe de volta um antigo sonho de grandes empresas e startups voltadas à tecnologia: produzir robôs humanoides que sejam capazes de realizar múltiplas tarefas, seja na indústria, no escritório ou dentro das residências. Não apenas pelo caráter “pop” desse tipo de robótica – há muito tempo que robôs feitos à nossa imagem e semelhança fascinam a humanidade –, mas principalmente pelo enorme lucro potencial, caso as máquinas sejam um dia adotadas em todos os lares do planeta.

Quem não poderia ficar de fora desse desdobramento, claro, é a Nvidia. Há pelo menos dois anos Jensen Huang diz que a empresa está colocando a robótica entre suas prioridades.

Em janeiro deste ano, o CEO anunciou o lançamento de um novo conjunto de modelos de treinamento para robôs, ferramentas de simulação e hardware de ponta, sinalizando sua estratégia para se tornar a plataforma-padrão da robótica mundial. “Todo esse novo contexto da IA física requer grande poder computacional e modelos complexos.

Por isso nossos hardwares e softwares mudam praticamente a cada seis meses”, diz Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da Nvidia para a América Latina. A evolução não passou despercebida: hoje, são mais de cem companhias desenvolvendo robôs a partir das plataformas computacionais da Nvidia.

Entre as parceiras estão Boston Dynamics, Caterpillar, Franka Robotics, LG, Neura Robotics, Google e as chinesas Unitree e AgiBot. O X2, da AgiBot, só foi mostrado em eventos

Divulgação Algumas das empresas mais promissoras do setor aproveitaram o palco da CES 2026, feira de tecnologia realizada em Las Vegas em janeiro, para mostrar seus novos exemplares humanoides.

A chinesa Unitree levou os recém-lançados H2, R1 e G1: para atrair as atenções, a companhia transformou o estande num ringue para lutas de boxe e demonstrações de artes marciais. A ideia era mostrar que seus modelos têm equilíbrio, controle de movimentos e capacidade de recuperação rápida após sofrerem impactos.

Já a LG exibiu o humanoide doméstico CLOiD. Com dois braços articulados e rodas no lugar de pés, o robô se movimenta pela casa e, segundo a empresa, realiza várias tarefas domésticas, como colocar a roupa na máquina de lavar, dobrar roupas, organizar a geladeira, arrumar a casa e auxiliar no preparo das refeições, sempre respondendo a comandos de voz.

Mas o robô que monopolizou a atenção dos visitantes foi a nova versão do Atlas, humanoide desenvolvido pela Boston Dynamics, empresa americana que projeta robôs desde 2008 e é controlada pela sul-coreana Hyundai desde 2021. Com 1,90 metro de altura e pesando 90 kg, o novo Atlas tem capacidade para carregar 50 kg e foi projetado para atuar como um robô industrial.

Segundo a fabricante, ele aprende tarefas com rapidez, adapta-se facilmente e trabalha de forma quase autônoma. “Este é o melhor robô que já construímos”, disse Robert Playter, CEO da Boston Dynamics, na ocasião.

“O Atlas vai revolucionar a forma como a indústria funciona”, disse. A apresentação do Atlas foi o chamariz para a companhia coreana apresentar um plano ambicioso: adotar os humanoides em todas as suas fábricas a partir de 2028.

Marcio Aguiar, da Nvidia: novo contexto da IA física requer grande poder computacional e modelos em constante evolução Rogério Albuquerque / Ed.

Globo No radar das grandes

Além da Nvidia, quem também elegeu a IA física – e, mais especialmente, a robótica – como setor estratégico em 2026 foi a Qualcomm. Entre as tecnologias lançadas recentemente pela empresa está o processador para robôs humanoides Dragonwing IQ10, programado para aumentar o desempenho e a eficiência energética dos robôs, facilitando o raciocínio e a capacidade de se adaptar a ambientes físicos.

Disposta a acelerar a transição dos robôs humanoides da fase dos protótipos para aplicação de mercado, a Qualcomm mantém parcerias com diferentes fabricantes, como a startup americana Figure, que fabrica robôs voltados para tarefas domésticas e se tornou famosa ao conseguir investimentos no valor de US$ 2,34 bilhões, um recorde no setor.

“Estamos definindo o que é possível, tirando máquinas inteligentes dos laboratórios e as levando para ambientes reais”, disse Nakul Duggal, vice-presidente executivo da Qualcomm, em comunicado. Conhecida no mercado pela fabricação de chips para smartphones, a Qualcomm agora quer se tornar referência nos segmentos de IoT, PCs com IA embarcada e tecnologia para carros inteligentes, além da robótica.

O plano é que, até 2029, metade da receita venha de negócios ligados à IA física. “Nossa filosofia é que, em tudo

o que fazemos, sejamos o número 1 ou o número 2”, diz Luiz Tonisi, CEO da Qualcomm para a América Latina. “A gente não entra numa nova tecnologia se não acreditarmos que podemos dominá-la do ponto de vista de patentes e ganhar escala mundial”, diz o CEO.

Luiz Tonisi, da Qualcomm: o plano é que, até 2029, metade da receita da companhia venha de negócios ligados à IA física Divulgação

O Morgan Stanley projeta que o setor de humanoides irá movimentar US$ 5 trilhões até 2050, com 1 bilhão de unidades em operação no mundo. O ritmo de adoção, no entanto, só deve ganhar velocidade nas décadas de 2040 e 2050 – até 2035, a expectativa do banco é que o avanço seja mais lento.

Isso porque os robôs humanoides, embora mais avançados, ainda não estão prontos para ir ao mercado. “Um dos motivos para a visão equivocada que o público tem dos robôs humanoides são os vídeos apresentados na internet.

Eles passam uma visão errada sobre o quão avançados os humanoides realmente são”, diz Susanne Bieller, secretária-geral da International Federation of Robotics (IFR). Outro equívoco, diz ela, é imaginar que seja seguro usá-los no dia a dia.

“Eles ainda não estão prontos para trabalhar na casa das pessoas. Questões básicas estão em aberto.

O que acontece se ele cair no chão ou perder a energia? Isso é crítico do ponto de vista de segurança”, diz Susanne. Mas isso não significa que os humanoides não devam ser levados a sério.

“Já existem colaborações com parceiros industriais, o que mostra que a tecnologia está sendo testada em ambientes reais”, diz a especialista. Outro gargalo atual é a relação custo-benefício.

“Para fins industriais, os robôs atuais ainda não oferecem uma clara vantagem de custo ou de qualidade em relação ao trabalho humano ou ao que as máquinas industriais podem fazer”, diz Ben Armstrong, diretor-executivo e pesquisador científico do Centro de Desempenho Industrial do MIT.

“Quando se tenta pensar nas tarefas que um humanoide poderia desempenhar, percebe-se que uma tecnologia mais simples poderia ser mais adequada”, afirma. No caso das residências, os preços são proibitivos: quem pode pagar US$ 200 mil por ano para ter um robô em casa?

Algumas startups brasileiras decidiram abraçar o desafio dos robôs humanoides, ainda que em um estágio anterior às suas colegas americanas e chinesas. A Tinbot, de Maringá, e a Human Robotics, de Curitiba, chamaram a atenção para seus robôs depois de participarem de um reality show na TV.

Nos dois casos, trata-se de humanoides sobre rodas equipados com IA generativa e capazes de interagir com humanos, podendo ser usados em atendimento a clientes. Os robôs humanoides também podem servir a propósitos sociais e de educação: caso do 14 Bis, desenvolvido pelo pesquisador Joel Ramos, professor da UFRJ.

A intenção de Ramos é que o robô atue como uma plataforma de pesquisa e desenvolvimento aplicada à educação e ao suporte a pessoas com deficiência auditiva. QUEM É QUEM NO UNIVERSO DOS ROBÔS HUMANOIDES

Confira as características únicas de cada uma das máquinas, divididas por área de atuação Casa e serviços domésticos

LG CLOiD Divulgação

LG CLOiD Empresa: LG Electronics

País: Coreia do Sul Status: exibido na CES 2026, mas sem data prevista para comercialização

Objetivo: ser o “braço físico” da casa inteligente, realizando tarefas simples e integrando-se ao ecossistema de uma casa conectada O que já faz: com rodas e dois braços com mãos articuladas, executa rotinas de cozinha e lavanderia

Por que importa: pode se integrar ao sistema de software da casa Figure 03

Divulgação Figure 03

Empresa: Figure AI País: Estados Unidos

Status: anunciado em outubro de 2025 como um robô humanoide para uso doméstico, ainda está em fase de testes Foco: tarefas domésticas e interação por voz

O que já faz: algumas tarefas domésticas em demonstrações controladas Por que importa: a casa é o ambiente mais complexo para um humanoide, e a Figure está apostando nesse segmento, com processadores da Qualcomm

NEO Divulgação

NEO Fabricante: 1X

País: Noruega/Estados Unidos Status: em testes.

Por enquanto ainda requer supervisão humana remota Foco: casa e serviços, com ênfase em convívio e segurança

O que já faz: tarefas domésticas em demonstrações Por que importa: por precisarem de um humano por perto, mostram que os robôs ainda não estão preparados para o ambiente doméstico

Plataformas comerciais para P&D Unitree G1

Divulgação Unitree G1

Empresa: Unitree Robotics País: China

Status: comercializado no canal oficial da empresa. O preço começa em US$ 13,5 mil

Foco: servir como plataforma para desenvolvedores, projetos de pesquisa e aplicações leves Por que importa: baixa a barreira de entrada e ajuda a popularizar o humanoide como kit de desenvolvimento

AGIBOT X2 Divulgação

AGIBOT X2 Empresa: AgiBot Innovation

País: China Status: linha foi apresentada em eventos, incluindo o CES 2026

Foco: mobilidade e interação em ambientes internos, como plataformas para demos e P&D O que já faz: consegue se mover em ambientes internos

Por que importa: valida a estratégia de primeiro fazer o básico muito bem antes de avançar para trabalhos pesados Fábricas, logística e trabalho industrial

Atlas Divulgação

Atlas Empresa: Boston Dynamics, controlada pela Hyundai

País: Estados Unidos Status: versão elétrica para uso industrial foi exibida na CES 2026; robôs serão usados pela Hyundai a partir de 2028

Foco: a Hyundai planeja implantação por etapas em suas linhas de produção O que já faz: o centro de treinamento de robôs da companhia, o RMAC, abre este ano.

Na fábrica da Hyundai na Geórgia, o plano é começar em 2028 e avançar para tarefas mais complexas até 2030 Por que importa: é o caso mais sólido de industrialização, com cronograma definido

Optimus Divulgação

Optimus Fabricante: Tesla

País: Estados Unidos Status: em desenvolvimento.

A Tesla afirma que a terceira geração do robô, destinada à produção em massa, será apresentada em 2026 O que já faz: por enquanto, nada.

Os robôs serão usados em fábricas, residências e hospitais Por que importa: se a Tesla conseguir escalar o produto, pode mudar a visão do mercado sobre os robôs

Walker S2 Divulgação

Walker S2 Fabricante: UBTECH

País: China Status: em testes, mas já tem comprador, a Airbus

Foco: manufatura (operação contínua) O que já faz: troca sozinho sua bateria em até 3 minutos, para reduzir o tempo parado

Por que importa: ataca um problema real das fábricas, o turno longo dos funcionários, mas ainda precisa vencer o desafio da escala Pesquisa e cenários de risco

R5 Valkyrie Divulgação

R5 Valkyrie Fabricante: Nasa (Johnson Space Center)

País: Estados Unidos Status: é uma plataforma de pesquisa, não um produto comercial; a Nasa já emprestou unidades para universidades.

O objetivo é testá-la para operações em ambientes degradados Foco: autonomia e manipulação para cenários de risco, como resposta a desastres

Por que importa: joga luz sobre um dos gargalos da robótica: estabelecer confiança com os seres humanos em situações complexas do mundo real O MERCADO DE ROBÔS HUMANOIDES EM 2050

O banco de investimentos Morgan Stanley projeta que o setor terá um tamanho duas vezes maior que o da indústria automobilística daqui a 25 anos - US$ 5 trilhões é quanto deve movimentar o mercado em 2050.

O valor engloba vendas dos robôs, cadeia de suprimentos, reparos e manutenção - 10% dos robôs humanoides serão utilizados em residências (tarefas domésticas e cuidados)

- 90% dos robôs humanoides serão empregados em indústrias (tarefas repetitivas e perigosas) - 10% das residências americanas terão pelo menos um robô até 2050.

No segmento de alta renda, a penetração sobe para 33% - 1 bilhão de robôs estarão em operação no mundo até 2050.

O ritmo será lento até 2035, com aceleração no final da década de 2030 e início de 2040 Fonte: Morgan Stanley Research

Evolução do preço (estimativa por unidade) - 2024: US$ 200 mil

- 2028: US$ 150 mil - 2025: US$ 15 mil a US$ 50 mil

Fonte: Morgan Stanley Research A GUERRA PELOS ROBÔS INDUSTRIAIS

O domínio chinês na automação fabril atingiu um nível sem precedentes em 2024, quando o país foi responsável por metade de todos os novos robôs do mundo Fonte: International Federation of Robotics, 2025

Época NEGÓCIOS ROBÔS MADE IN BRAZIL

Relacionamento A Human Robotics foi fundada pelo francês Olivier Smadja, um engenheiro da computação radicado há 28 anos no Brasil, e já produziu cerca de 70 robôs de atendimento, com foco em varejo e eventos, e cinco para transporte de objetos leves.

Entre os compradores estão empresas como 3M, Carrefour, Casas Bahia e Oracle. Com 1,30 metro de altura, o Robios Go já foi usado em supermercados, shoppings e showrooms.

“Nossos robôs são humanizados, porque a gente entende que é importante o robô conseguir detectar a presença de alguém, dar um sorriso e chamar as pessoas pelo nome”, diz Smadja. Os humanoides já consumiram R$ 4 milhões de investimento, desembolsados pelo próprio empreendedor.

Como o valor unitário é um obstáculo no mercado – os robôs custam entre R$ 70 mil e R$ 90 mil –, Smadja está estruturando um sistema de aluguel, no modelo “robô as a service”. Olivier Smadja

Ricardo Perini Pesquisa

Os robôs humanoides também podem servir a propósitos sociais e de educação. Foi com isso em mente que o pesquisador Joel Ramos, professor da UFRJ, desenvolveu o 14 Bis.

O protótipo tem 1,40 m de altura, pesa 9 kg e está em sua sexta versão. A intenção de Ramos é que o robô atue como uma plataforma de pesquisa e desenvolvimento aplicada à educação e ao suporte a pessoas com deficiência auditiva.

O pesquisador começou a desenvolver o 14 Bis no início da pandemia em seu laboratório pessoal, no Rio de Janeiro. “Durante esses mais de cinco anos, todo o investimento foi meu.

Agora, com um modelo mais estável, estou em busca de parcerias”, diz. Em seu doutorado na UFRJ, ele usa os dados e experimentos com o 14 Bis para construir um braço robótico separado, acoplado a um totem, que poderá fazer a tradução de Libras em tempo real.

“O braço poderá ser usado nas escolas. Também utilizo o 14 Bis nas minhas aulas de eletrônica.

Além de ajudar a explicar a parte teórica, ele serve para os alunos fazerem experimentos”, diz Ramos. 14 Bis e Joel Ramos

Divulgação Integração

Com 51 de centímetros de altura, o Tinbot lembra um pouco a Rosie, a robô dos Jetsons. Equipado com o ChatGPT e com foco em comunicação, ele é utilizado por empresas como Petrobras, SulAmérica, Sicoob, Sebrae, Senac, Bosch e Mercedez-Benz.

São mais de 70 unidades comercializadas: a Petrobras, por exemplo, o utiliza para interagir com funcionários do Cenpes (Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Melo). Batizado de “Petra”, ele foi treinado para passar informações sobre a Petrobras, como histórias e curiosidades.

Com o preço de venda de R$ 110 mil, o robô compreende o que vê no ambiente e interage de forma proativa. “Um dos diferenciais é que ele permite uma integração fácil de sistemas”, diz Rogério Gonçalves de Souza, diretor de inovação do Grupo DB1, controlador da Tinbot.

Rogério Gonçalves de Souza Divulgação

Publicação Original Epoca Negócios epocanegocios.globo.com
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