Enquanto parlamentares do PL e do PP criticaram a prorrogação da votação e levantaram suspeitas sobre a condução do processo eleitoral, deputados do PT comemoraram a vitória como um triunfo da democracia; Dagoberto Nogueira defendeu a união do país A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após uma disputa acirrada com Flávio Bolsonaro (PL), provocou reações entre os deputados federais de Mato Grosso do Sul.
Enquanto parlamentares da oposição questionaram a decisão que ampliou o horário de votação no segundo turno, integrantes da base petista celebraram o resultado como uma vitória da democracia e da esperança. Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
A disputa foi marcada por uma virada durante a apuração: Flávio chegou a liderar a contagem parcial, mas Lula retomou a dianteira e confirmou a vitória. Entre os deputados sul-mato-grossenses, as manifestações evidenciaram a divisão política em torno do resultado.
Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL) e Dr. Luiz Ovando (PP) criticaram a prorrogação do horário de votação e questionaram a atuação das instituições envolvidas na decisão.
Já Camila Jara (PT) e Vander Loubet (PT) comemoraram a reeleição, enquanto Dagoberto Nogueira (PP) defendeu o respeito ao resultado e a união do país. O deputado federal Marcos Pollon (PL) fez duras críticas à decisão que ampliou o período de votação em duas horas.
Na avaliação do parlamentar, a medida teria favorecido o presidente reeleito e representaria uma interferência indevida no processo eleitoral. “Com a derrota do Lula evidente, o sistema reagiu e o Zanin deu golpe.
Ele é advogado do Lula que ele botou no Supremo. Sem ter competência, ele dá uma decisão absurda, prorrogando as eleições por conta das confusões que o próprio PT causou”, afirmou Pollon que também questionou a forma como a decisão teria sido comunicada aos estados, citando Mato Grosso do Sul como exemplo de local que, segundo ele, não teria recebido notificação formal.
“As notificações têm que ser formais e vários estados, como é o caso do meu Mato Grosso do Sul, não receberam notificação formal, então não tem nada. Agora, através desse golpe, desse tapetão, eles estão tentando assassinar a democracia do Brasil”, declarou Pollon.
Na mesma linha, Rodolfo Nogueira (PL) questionou a legitimidade da ampliação do horário de votação e afirmou que a oposição não aceitará passivamente o que considera uma mudança nas regras durante o processo eleitoral. “Eu quero fazer uma pergunta para todo o Brasil.
Se fosse o Lula que tivesse perdido as eleições, mudando as regras nos 45 minutos do segundo tempo, será que o Lula iria reconhecer essa eleição? Será que o PT iria reconhecer?”, questionou. O parlamentar disse que se trata de uma decisão monocrática e afirmou que a oposição continuará se manifestando contra a medida.
“Teve uma prorrogação de duas horas, algo jamais visto no Brasil. Uma eleição onde o próprio advogado do Lula traz uma decisão monocrática mudando totalmente as regras do jogo.
A oposição não vai se calar, o Brasil não vai se calar”, disse. O deputado Dr.
Luiz Ovando (PP) também classificou como lamentável a ampliação do período de votação. Para ele, a decisão deveria ter sido conduzida pela Justiça Eleitoral dentro de suas atribuições.
“No apagar das luzes do período eleitoral, no dia da votação, o governo pede prorrogação do tempo da votação. É lamentável.
Pediu para o STF, instituição que não tem prerrogativa de decidir sobre a ampliação. Isso é de responsabilidade do TSE, que só depois entra no circuito para concordar em decorrência de solicitação também da outra chapa”, afirmou.
Ovando ainda levantou a possibilidade de questionamentos futuros sobre o resultado. “O que nós temos que estar atentos é que, a depender do resultado da eleição, pode vir alguém solicitar a anulação de todo o processo eleitoral.
Cidadão brasileiro, fique atento e não concorde com esse tipo de acontecimento”, declarou. Do outro lado, a deputada federal Camila Jara (PT) celebrou a reeleição de Lula e associou o resultado à defesa de direitos e à redução das desigualdades sociais.
“Por todos aqueles que sabem que nosso país precisa ser mais justo e menos desigual, que nenhum direito tenha retrocesso. Nossos sonhos não cabem no quintal de ninguém.
Presidente Lula reeleito do Brasil. Vitória da democracia”, afirmou.
O deputado federal Vander Loubet (PT) também comemorou o resultado e destacou sua trajetória política ao lado do presidente reeleito. Segundo ele, a vitória representa a continuidade de um projeto político voltado à ampliação de oportunidades e à justiça social.
“Dia de celebrar a esperança, a democracia e a força de um povo que nunca desistiu de lutar por um Brasil melhor! São mais de 40 anos de caminhada ao lado do companheiro Lula. Uma história de amizade, lealdade e, acima de tudo, compromisso com o povo brasileiro”, declarou.
Vander afirmou ainda que a eleição representa uma vitória dos eleitores e defendeu a continuidade de ações voltadas ao desenvolvimento do país. “Venceu o povo brasileiro! Venceu a democracia! Venceu a esperança! Seguiremos juntos, trabalhando por um Brasil com mais oportunidades, justiça social, desenvolvimento e dignidade para todos.
Parabéns, presidente Lula! O Brasil segue em boas mãos”, completou. Em posição diferente das críticas apresentadas por outros integrantes do PP, o deputado federal Dagoberto Nogueira defendeu o respeito ao resultado das urnas e a necessidade de reduzir a polarização política após a disputa.
“Vamos respeitar o resultado, tenho uma boa relação com o atual governo, agora é hora de unir o país e torcer para que tudo dê certo”, afirmou. A declaração contrasta com as manifestações de parlamentares que questionaram a decisão sobre o horário de votação e sinaliza uma defesa da pacificação política após uma eleição marcada pela disputa acirrada entre os dois candidatos.
A controvérsia envolvendo o horário de votação ocorreu após denúncias de problemas no transporte público em Salvador e São Paulo, que teriam dificultado o deslocamento de eleitores. A coligação de Lula pediu a ampliação do período de votação, e o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a extensão por duas horas.
A medida se tornou um dos principais pontos de contestação entre integrantes da oposição, que questionaram a competência para a decisão e seus possíveis efeitos sobre a disputa. Fique por dentro de tudo que acontece em Mato Grosso do Sul, no Brasil e no mundo! No perfil do @midiamax você encontra notícias quentinhas, vídeos informativos, coberturas em tempo real e muito mais! 📰
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