A história da black music no Rio de Janeiro, dos bailes de soul dos anos 1970 às novas gerações de artistas, é tema de “Vim de lá: bailes do Rio”, série em três episódios que começa a ser exibida neste sábado à tarde na Globo. Apresentado por Lilian Ribeiro e Chico Regueira, o programa vai ao ar nos dias 7, 14 e 21 para o público fluminense, e ficará disponível no Globoplay.
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Em 'Por você', Margô se declara para Lucas: 'Encantada por esse homem desde o início', observa Regiane Alves A produção revisita o movimento Black Rio e a importância dos bailes suburbanos como espaços de afirmação da identidade negra.
Entre os entrevistados, o ator e cantor Tony Tornado, Dom Filó, Macau, Hyldon, Rômulo Costa, Michael Sullivan, Zé Ricardo e Thalma de Freitas. "Vim de lá: bailes do Rio": Banda do Síndico, Carlos Dafé, Zé Ricardo, Gabriel Moura, Michael Sullivan, Hyldon, Thalma Freitas, MC Martina e os apresentadores Lilian Ribeiro e Chico Regueira
Angélica Goudinho/Rede Globo/Divulgação Aos 96 anos, Tony Tornado relembra sua trajetória e a participação no Festival Internacional da Canção de 1971.
Ao comentar os avanços na representatividade negra na televisão, ele afirma: “Hoje eu me emociono quando ligo a televisão e, num elenco de cem pessoas, vejo que tem 50 negros.
Essa sempre foi a minha luta”. Tony Tornado entre Chico Regueira e Lilian Ribeiro no "Vim de lá: bailes do Rio"
Angélica Goudinho/Rede Globo/Divulgação Asfilófio de Oliveira Filho, o Dom Filó, é mentor e um dos fundadores da equipe de som Soul Grand Prix.
Ele foi importante na articulação do movimento Black Rio, usando o microfone dos bailes para promover a conscientização social e racial. “Você entrava no portal, ali era a felicidade pura.
Não era só música. E influenciou não só essa juventude, mas também outros segmentos, como a galera do futebol.
Se você olhar a seleção de 70, 74, você vai ver uma galera de cabelo black, como Jairzinho, Júnior, Caju. E como isso chega pra eles? De alguma forma, pela música, pela estética.
Talvez a consciência racial não tão aflorada, mas chegou pra eles”, conta no programa. Asfilófio de Oliveira Filho, o Dom Filó, mentor e um dos fundadores da equipe de som Soul Grand Prix
Reprodução/TV Globo Rômulo Costa relembra no "Vim de lá: bailes do Rio" as referências que ajudaram a formar a Furacão 2000 e o caminho que levou o funk carioca a ganhar projeção na década de 1990 e alcançar diferentes regiões do país.
Já Macau, autor de “Olhos coloridos”, recorda a origem da canção que se tornaria um símbolo de orgulho e afirmação negra, especialmente a partir da interpretação de Sandra de Sá. Ele conta que a composição nasceu de uma experiência de repressão policial e ganhou um novo significado ao chegar à voz da cantora.
“Essa música é uma reflexão sobre o que você quer ser, da sua realidade, consciência, naturalidade. Que parte de uma denúncia, da dor, e vem uma cantora que parte da carne, de dentro, e explode”, diz.
O cantor e compositor Macau, autor de "Olhos coloridos" Reprodução/TV Globo
A atração avança pelas décadas para mostrar como aquela história se desdobrou em novas sonoridades e gerações. Michael Sullivan, Hyldon, Carlos Dafé, Gabriel Moura, Banda do Síndico, Thalma de Freitas, Zé Ricardo e MC Martina estão entre os artistas que participam dos encontros e interpretam músicas que marcaram diferentes momentos da black music brasileira.
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