O emedebista lembrou que a própria legenda havia pedido a prorrogação do horário de votação no segundo turno O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (MDB), criticou nesta segunda-feira 26 a decisão do PL de questionar o resultado da eleição presidencial após a derrota de Flávio Bolsonaro para Lula (PT).
Na avaliação do emedebista, a postura do partido é contraditória porque a própria legenda havia pedido a prorrogação do horário de votação no segundo turno. “Os votos computados após as 17 horas são ínfimos em relação à diferença apurada”, pontuou Ramuth em conversa com CartaCapital.
Lula venceu Flávio por cerca de 4,4 milhões de votos. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, pouco mais de 34 mil votos foram registrados depois das 17h de domingo 25, o equivalente a 0,03% do total.
A votação foi prorrogada em seções que ainda estavam abertas, após decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal. Zanin assinou a liminar em meio à demora do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, em decidir sobre um pedido da campanha petista, que solicitou a prorrogação com base em denúncias de retenção de ônibus em diversas cidades.
Já a campanha de Flávio também pediu extensão do horário ao TSE, alegando problemas provocados pelas chuvas em estados do Sul e do Sudeste. Após a derrota, o senador do PL questionou a validade do pleito e anunciou que buscaria a anulação da eleição com base justamente na decisão do STF.
Nesta segunda, porém, voltou atrás e anunciou uma ação por suposto abuso de poder econômico na campanha de Lula. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ainda não se manifestou sobre o resultado da eleição.
Ao comentar a decisão de Zanin no domingo, o mandatário disse que o magistrado buscava “tumultuar” o processo eleitoral. De acordo com Ramuth, Tarcísio “se manifestará no momento certo”.
“A relação do Tarcísio com Bolsonaro é de lealdade e reconhecimento. Tarcísio sempre teve sua própria personalidade e opinião, como, por exemplo, em relação às urnas e à vacina”, avaliou.
“Falar sobre a eleição de 2030 é muito precoce. Com certeza o foco agora é a eleição da cidade de São Paulo, onde infelizmente não tivemos o resultado eleitoral esperado.
Foram 800 mil votos a mais para o Lula, e esse será o desafio de Ricardo Nunes [atual prefeito] para fazer o sucessor”. Wendal Carmo Repórter do site de CartaCapital no Nordeste
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