Os lares brasileiros passaram a consumir mais arroz, óleo, macarrão e café depois que as apostas on-line foram proibidas no país, em 25 de setembro de 2026. É o que mostram estudos da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), com crescimento de volume em todos os canais do varejo alimentar, entre supermercados, atacarejos e mercearias.
Na semana de 5 a 11 de outubro de 2026, o varejo alimentar cresceu 6,5% no país na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo reportagem do Estadão publicada na terça-feira (27/10). O Sul e a região formada por Minas Gerais, Espírito Santo e o interior do Rio de Janeiro tiveram as maiores altas, de 10,6% cada.
Em seguida vêm o Nordeste, com avanço de 6,5%, e o interior de São Paulo, com 5,6%. Grande Rio de Janeiro (4%), Centro-Oeste (3,6%) e Grande São Paulo (1,2%) completam a lista da Abras.
Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, a tendência se manteve, com alta de 6,3% em todo o Brasil. O Sul continuou na frente, com 9%, seguido pela região de Minas Gerais, Espírito Santo e interior fluminense (7,1%) e pela Grande Rio de Janeiro (6%).
Interior de São Paulo (5,6%) e Grande São Paulo (5,5%) vieram na sequência. Nordeste (4,5%) e Centro-Oeste (3,5%) fecham o balanço.
Ligação com o Pix Segundo a Abras, os números têm forte relação com dados do Banco Central que mostraram redução imediata de 10% no número de transações por Pix quando as bets foram proibidas.
A entidade aponta que o consumo cresceu especialmente na cesta de produtos essenciais. Nas duas semanas medidas depois da proibição, o crescimento do varejo alimentar ficou acima de 6% no país, na comparação anual.
Cafezinho