Venceremos o fascismo nos votos e nas ruas!

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

Vencemos, em 25 de outubro, uma batalha decisiva contra o fascismo, mas estamos longe de vencer a guerra. Isso porque a vitória nas urnas não significa que o perigo tenha passado.

Ao contrário: a extrema-direita já se movimenta para continuar o combate por outros meios. O quarto mandato do presidente Lula começou no dia seguinte ao encerramento da apuração, sob ameaça permanente à nossa soberania, alimentada pelo eixo internacional da extrema-direita, representado por Trump, Netanyahu e Milei.

Não por acaso, os três chefes de Estado ainda não reconheceram a vitória de Lula. A fuga de Flávio Bolsonaro, apenas dois dias após a derrota eleitoral, é mais um sinal de que a extrema-direita brasileira não pode ser compreendida como um fenômeno isolado ou estritamente nacional.

Flávio fugiu graças ao apoio logístico de um ex-agente do Mossad, Menachem Booky Halevy, que aparece em várias fotos ao lado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Em 2026, o ex-agente do serviço de inteligência israelense esteve três vezes no Brasil, a última delas em 19 de outubro, seis dias antes da votação.

Santiago Caputo, importante assessor do presidente Javier Milei, que mantém relações diretas com representantes da Casa Branca ligados ao presidente Donald Trump, também esteve em Puerto Iguazú na noite em que o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, fugiu do Brasil pela fronteira com a Argentina.

Segundo o jornal Clarín, Caputo monitorou a operação desde o início, quando empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos contrataram um voo com a companhia argentina Baires Fly. Enquanto Flávio Bolsonaro se instalava com a família em Miami, o fascismo brasileiro realizava uma operação típica de milícias: intimidar as populações que votaram e apoiaram o presidente Lula.

Somente entre os dias 28 e 30 de outubro, foram registradas no Ministério do Trabalho 4.306 denúncias de assédio eleitoral. Metade delas ocorreu no Sudeste, onde São Paulo concentrou 48,5% do total registrado na região.

O que esses episódios revelam é que a derrota eleitoral não interrompeu a ofensiva da extrema-direita. Ao contrário, ela inaugura uma nova etapa de atuação, que combina articulação internacional, operações políticas e intimidação interna.

Não estamos diante de manifestações isoladas, mas de uma disputa que ultrapassa as fronteiras nacionais e ameaça a própria soberania brasileira. Diante desse cenário, a responsabilidade pela defesa da democracia não é apenas do governo Lula.

É também de todos aqueles que foram às urnas e garantiram seu quarto mandato. A esquerda voltou a ocupar as ruas, fez história e demonstrou que tem força social, capacidade de mobilização e disposição para enfrentar o fascismo.

Essa conquista precisa ter continuidade. É fundamental preservar a vitalidade desse movimento, manter mobilizado o exército de Lula, nas redes sociais e nas ruas, e defender incansavelmente as pautas da liberdade, da democracia e da soberania nacional.

Não podemos permitir que a energia que nos levou à vitória se dissipe. A esquerda precisa continuar nas ruas, mobilizada e organizada, sem abrir espaço para o retrocesso.

A batalha eleitoral terminou. A luta pela democracia continua.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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