‘É isso que nos guia’: vocalista da Fresno abre o coração, relembra show em pequeno bar de SC e revela ‘meca do underground’ que hoje é símbolo de luxo

‘É isso que nos guia’: vocalista da Fresno abre o coração, relembra show em pequeno bar de SC e revela ‘meca do underground’ que hoje é símbolo de luxo - Foto
Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Lucas Silveira falou ao ND Mais antes de show da Fresno em São José, nesta quinta-feira (6), e relembrou a trajetória da banda pelos palcos catarinenses Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

“É isso que nos guia.” Para Lucas Silveira, vocalista da Fresno, a frase resume uma das razões para a banda seguir em atividade depois de quase 28 anos de carreira: continuar fazendo a música que os próprios integrantes acreditam e amam, sem abrir mão da liberdade criativa. Às vésperas do show que a Fresno fará na Arena Opus, em São José, nesta sexta-feira (6), o cantor conversou com o ND Mais sobre a relação construída pela banda com Santa Catarina ao longo das décadas.

Entre as lembranças dos primeiros shows pelo Estado, surge uma imagem que contrasta com a Balneário Camboriú conhecida atualmente pelos arranha-céus e pelo luxo. Segundo Lucas, a cidade já teve uma cena underground forte e foi palco de um festival de hardcore que marcou uma geração de fãs e músicos no início dos anos 2000.

“Hoje não se fala em Balneário Camboriú como uma meca da música underground, mas tinha um festival importantíssimo de hardcore que acontecia ali no começo dos anos 2000”, relembrou. Na época, os integrantes da Fresno frequentavam o evento como público.

Alguns anos depois, voltaram à cidade para subir ao palco. “A gente estava sempre lá como público e depois fomos tocar, alguns anos depois.

Era um sonho para nós estarmos lá”, contou. Antes de consolidar uma base de fãs em diferentes regiões de Santa Catarina e do Brasil, a Fresno, que nasceu em Porto Alegre (RS) foi, nas palavras de Lucas, “subindo devagarzinho no mapa”.

As primeiras memórias da banda no Estado estão ligadas principalmente ao Sul de SC e à região de Criciúma. Depois, vieram outras cidades e palcos.

Florianópolis também guarda lembranças dos primeiros anos da trajetória da banda. Lucas recorda uma apresentação em um bar pequeno da Capital antes de perceber o crescimento do público catarinense.

“Eu lembro de uma vez em que a gente foi tocar em Florianópolis, em nossos primeiros shows na cidade, num bar bem pequeno. Mas, sabe, a coisa crescendo”, disse.

Hoje, segundo o vocalista, a relação da Fresno com o público de Santa Catarina é bem diferente daquela do início da carreira. Apesar de reconhecer que algumas bandas enfrentam dificuldades para atrair público em Florianópolis, Lucas afirma que a Fresno encontrou uma base fiel na cidade.

“Eu consigo dizer que a gente tem muito público em Floripa. Quando estou aí, quando vou fazer alguma coisa na cidade, percebo que tem muitos fãs nossos”, afirmou.

A conexão construída com o público também aparece no repertório dos shows. Com 11 álbuns lançados, a Fresno acumulou uma discografia extensa e, segundo Lucas, uma característica incomum para uma banda que atravessou tantas décadas.

“Ao mesmo tempo em que a gente não pode dizer que tem um hit, um mega-hit indiscutível, a gente pode dizer que tem umas 30 ou 40 músicas que várias pessoas conhecem”, explicou. Por isso, escolher as músicas de uma apresentação não é uma tarefa simples.

“Um show nosso, para um fã da banda, sempre vai estar faltando uma ou outra música, ou dez músicas”, brincou. A reação do público às faixas mais recentes, inclusive, se tornou uma espécie de termômetro para os integrantes.

Para Lucas, quando os fãs cantam músicas dos novos álbuns, isso demonstra que a banda mantém uma base engajada e continua sendo acompanhada mesmo após quase três décadas de estrada. Ao olhar para a trajetória da Fresno, Lucas diz que não enxerga a carreira como uma simples lista de objetivos a serem cumpridos.

Para ele, a principal conquista foi conseguir manter, ao longo dos anos, a liberdade para produzir a música que a própria banda gostaria de ouvir. “Nós somos os nossos maiores fãs, de que a gente faz uma música que sempre sonhou em fazer, sem nenhuma pressão estética de ninguém sobre o que vai sair”, afirmou.

Segundo o vocalista, essa relação direta entre o que os integrantes da Fresno sentem e o que colocam nas músicas é percebida pelo público. “O que o fã ouve é algo que saiu direto do nosso coração”, disse.

A fórmula, acredita Lucas, ajuda a explicar uma carreira que segue sem interrupções há 27 anos e se aproxima dos 28. “Continuar fazendo o que a gente ama, continuar trabalhando no que a gente ama, porque só assim a gente consegue ter energia para aguentar os desafios de uma carreira musical.

É isso que nos guia.” A ligação de Lucas Silveira com Santa Catarina, no entanto, não se limita aos palcos que ajudaram a construir a trajetória da Fresno no Estado.

Antes mesmo da banda, o vocalista já guardava na memória as viagens dos gaúchos para o litoral catarinense. Se tivesse um dia de folga em SC, a escolha, segundo ele, provavelmente seria justamente aproveitar as praias.

“Falar que eu curto as praias seria um clichê, mas é verdade”, afirmou. Para o músico, que nasceu no Rio Grande do Sul, existe uma relação especial dos gaúchos com o litoral catarinense.

A proximidade entre os estados fez com que Santa Catarina se tornasse, durante anos, um destino frequente para quem saía de Porto Alegre em busca de uma paisagem diferente. “A gente gostava muito de ir para Santa Catarina e já tinha ali um mundo paralelo, tão perto de Porto Alegre e, ao mesmo tempo, tão distante esteticamente, tão distante em todos os aspectos.”

Além das praias, Lucas também lembra da força da cena musical catarinense, com bandas e artistas ocupando bares e diferentes espaços pelo Estado, um cenário que, segundo ele, cresceu ao lado da própria trajetória da Fresno. “Sempre com uma galera, uma cena muito viva, muitas bandas de Santa Catarina, muita gente fazendo música, muita gente tocando em bares, seja reggae, seja rock.

E isso foi crescendo junto com a gente.” Agora, quase três décadas depois dos primeiros contatos com Santa Catarina, a relação da Fresno com o Estado ganha mais um capítulo.

A banda se apresenta na Arena Opus, em São José, nesta sexta-feira (6). Brenda Bittencourt é editora-chefe do portal ND Mais na redação de Blumenau, onde coordena a equipe focada no Vale de Itajaí e Alto Vale de Santa Catarina.

Jornalista, formada pela Furb (Universidade Regional de Blumenau), atua na área desde 2015 cobrindo assuntos que envolvem a infraestrutura da região, segurança, impactos econômicos e notícias que impactam os moradores. Tem trajetória consolidada em projetos multimídia, publicações impressas e produções para TV.

Participou de ação que levava o ensino do jornalismo e letramento digital para escolas de Blumenau e colaborou com programa em rádio comunitária. Possui especializações em SEO e estratégias digitais e performance pela ESPM.

Atuou como repórter nas Eleições 2020 e 2022 no Vale do Itajaí, e participou do núcleo estratégico de SEO e distribuição de conteúdos eleitorais. Leia mais ▾

Publicação Original ND Mais ndmais.com.br
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