A ideia de obrigar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a salvar bancos pode causar um problema muito grave. Isso porque foge completamente à função original do FGC, que é garantir os investimentos de pequenos investidores, protegendo-os em casos de quebra ou de liquidação decretada pelo Banco Central.
Os bancos que capitalizam o fundo estão preocupadíssimos com a possibilidade de o presidente da Câmara, Hugo Motta, reincluir na lei de resolução bancária, que tramita na casa, o dispositivo que permitiria ao Banco Central determinar que o fundo dê liquidez a instituições financeiras em dificuldades .
Minhas fontes já tinham feito esse alerta, que Talita Moreira faz hoje em reportagem do Valor. O texto do deputado federal Marcelo Queiroz, que criava essa possibilidade, já havia sido rejeitado na Câmara.
Agora, a ameaça seria ressuscitá-lo. Matéria exclusiva para assinantes.
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O Globo