O projeto começou em 1986, quando ela utilizou o dinheiro da venda de uma ovelha da família para comprar 600 mudas. Durante décadas, dunas de areia e tempestades ameaçavam dominar uma região da Mongólia Interior, no norte da China.
Mas Yin Yuzhen decidiu enfrentar o avanço do deserto com uma iniciativa de reflorestamento que exigiu persistência, trabalho e muitos anos de dedicação. O projeto começou em 1986, quando ela utilizou o dinheiro da venda de uma ovelha da família para comprar 600 mudas.
Quase todas foram destruídas por uma tempestade, mas a agricultora não desistiu. Quatro décadas depois, sua iniciativa ajudou a recuperar milhares de hectares e inspirou uma transformação ambiental que ultrapassou os limites de sua propriedade.
A história começou em 1985, quando Yin Yuzhen se estabeleceu na região de Ordos, na Mongólia Interior. No ano seguinte, ela comprou 600 mudas para iniciar o plantio nas proximidades de sua casa.
O primeiro resultado foi desanimador: uma tempestade de areia destruiu quase todas as árvores, deixando menos de dez sobreviventes. Mesmo assim, Yin e seu marido, Bai Wanxiang, continuaram trabalhando para recuperar o terreno.
A recuperação ambiental exigia superar condições naturais extremamente desfavoráveis. O solo arenoso e o clima árido dificultavam o desenvolvimento das plantas.
Para manter o projeto em andamento, o casal precisou realizar atividades constantes, como: Quatro obstáculos que exigiram persistência para transformar a paisagem desértica.
O esforço individual acabou contribuindo para uma transformação coletiva. Segundo informações do jornal People’s Daily, mais de 70 mil mu, equivalentes a aproximadamente 4.667 hectares, foram recuperados nas proximidades da propriedade de Yin.
Os números ajudam a dimensionar o impacto alcançado pela iniciativa: A transformação não ficou restrita à propriedade de Yin Yuzhen.
Ao perceberem os resultados do trabalho, mais de 240 famílias da região aderiram ao plantio de árvores e desenvolveram seus próprios projetos florestais. A participação dos moradores ampliou o alcance da recuperação ambiental e fortaleceu uma mobilização comunitária contra a desertificação.
O que começou com 600 mudas e menos de dez sobreviventes ganhou proporções muito maiores após décadas de persistência. A iniciativa demonstrou como o trabalho contínuo pode contribuir para recuperar áreas degradadas e transformar paisagens dominadas pela areia.
Hoje, a região apresenta uma realidade diferente daquela encontrada pela agricultora no início do projeto. Onde antes predominavam dunas e tempestades, o reflorestamento ajudou a estabelecer uma nova paisagem, mostrando que a recuperação ambiental pode começar com uma iniciativa aparentemente pequena.
O Antogonista