Um dos longas mais aguardados da temporada, o documentário "Tudo pode ser visto", de Nathan Fielder e Lance Oppenheim, acaba de ganhar previsão de estreia nos cinemas brasileiros: 26 de novembro. Antes disso, no dia 29 de outubro, o filme terá exibição especial no encerramento da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Quem é Elizabeth Holmes: empresária condenada por fraude e tema de documentário que virou sensação nos EUA 'Ficamos à mercê da boa vontade política': 'Minha melhor amiga' salva ano do cinema brasileiro, mas cenário preocupa analistas
Produzido pela A24, o doc vem sendo apontado como um dos fortes concorrentes ao Oscar em 2027. Especialistas do mercado hollywoodiano apostam, inclusive, que a produção pode ser tornar o primeiro documentário a concorrer na categoria principal do prêmio da Academia de Artes de Ciências Cinematográficas, o de melhor filme.
A trama acompanha Elizabeth Holmes, fundadora da Theranos, empresa de tecnologia da saúde que prometia realizar centenas de exames a partir de uma única gota de sangue, algo que nunca comprovou. Ela acabou se tornando protagonista de um dos maiores escândalos do Vale do Silício, sendo condenada por fraude.
Para acompanhar seus passos nos 34 dias que antecedem sua prisão, Holmes convidou uma equipe de filmagem, que resulta no registro de Fielder e Oppenheim. A produção inclui ainda a atriz Amanda Seyfried, que interpretou Holmes na minissérie "The dropout" (2022), e explora a distância entre a imagem que a empresária construiu para o público e os fatos que vieram à tona.
O longa estreou nos cinemas americanos na sexta-feira (16) e virou fenômeno entre críticos e público: chegou a registrar 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, antes de cair para 99% com a entrada de novas avaliações. No Letterboxd, plataforma popular entre cinéfilos, alcançou nota 4,8 de 5 e foi apontado como o longa-metragem mais bem avaliado da história do site, segundo publicações americanas.
O Globo