O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta quarta-feira mudar o nome do Estreito de Ormuz para “Estreito de Trump”.
A via marítima, por onde transitava cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente antes do início da guerra, em 28 de fevereiro, tornou-se um dos principais pontos de disputa entre Washington e Teerã nas negociações para encerrar o conflito.
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“Agora que o temos sob o controle dos EUA, deveríamos mudar o nome do Estreito de Ormuz para ESTREITO DE TRUMP??? Assim como os próprios Estados Unidos, ele ficaria mais ‘quente’ do que nunca!”, escreveu Trump em publicação na plataforma Truth Social.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugere trocar nome de Ormuz para 'Estreito de Trump'
Reprodução/Truth Social
Durante a madrugada desta quarta-feira, os EUA e o Irã intensificaram a troca de ataques, deixando mortos entre militares e civis iranianos e ampliando os confrontos para instalações americanas em diferentes países do Oriente Médio.
Segundo a emissora estatal iraniana Press TV, pelo menos 12 pessoas morreram em ataques americanos no sul do Irã.
Em Kermanshah, no oeste do país, quatro integrantes da divisão aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) foram mortos em uma ofensiva dos EUA, informou a agência semioficial Tasnim, citando um comunicado do grupo.
Um dos ataques atingiu um casamento em uma área residencial de Kuhestak, cidade portuária da província de Hormozgan, no sul do Irã.
Cinco pessoas, entre elas uma criança, morreram, e cerca de 50 ficaram feridas e foram hospitalizadas, de acordo com a mídia estatal iraniana.
O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou estar ciente dos relatos e disse que as forças americanas “nunca têm civis como alvo”.
EUa e Irã trocam ataques após semanas de relativa desescalada de tensões
Reprodução/Centcom/X
Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, condenou o ataque e afirmou que Teerã responderia “com firmeza”.
A Guarda Revolucionária informou que, em resposta à ofensiva americana, lançou durante a noite mísseis contra uma base militar dos EUA na Jordânia, depósitos de equipamentos militares americanos no Iraque e uma base aérea no Kuwait que abriga forças dos EUA.
As Forças Armadas jordanianas disseram que 13 mísseis balísticos entraram no espaço aéreo do país, dos quais dez foram interceptados e três caíram em áreas remotas e desabitadas.
O Kuwait afirmou que suas defesas aéreas responderam a ataques de drones iranianos, enquanto o Bahrein também informou ter interceptado ataques aéreos do Irã.
A nova rodada de hostilidades ocorre depois de Washington retomar no fim de semana ataques diretos contra alvos iranianos.
O Centcom afirma que as operações são uma resposta a ações da Guarda Revolucionária contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e forças americanas na região.
Teerã, por sua vez, tem reiterado que só permitirá a livre navegação por Ormuz se Washington cumprir os termos acertados em um memorando de entendimento firmado entre autoridades americanas e iranianas em junho.
Entre as exigências da República Islâmica estão o fim do bloqueio americano a portos e navios iranianos e a liberação de ativos congelados do regime autocrático.
Navios e barcos no Estreito de Ormuz, Musandam, Omã , 1º de maio de 2026
REUTERS/Stringer/Foto de Arquivo
