Qual é a doença de Pérola, em

Qual é a doença de Pérola, em 'Por você'? Diagnóstico da dona do Hospital Luz é revelado

Fonte: Bandeira da fonte

Pérola (Renata Sorrah) vai viver momentos delicados nos próximos capítulos de “Por você”.
Depois de apresentar sinais de fragilidade física, a empresária passa mal e desmaia em sua mansão.
Nas cenas previstas para irem ao ar a partir desta quarta-feira (2), Iracema (Ana Rosa) encontra a patroa caída no chão e se desespera.
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A funcionária pede ajuda a Vanessa (Alinne Moraes), que acompanha a mãe até o Hospital e Maternidade Luz.
Internada e sob os cuidados de Ricardo (Paulo Vilhena), Pérola tenta minimizar a gravidade do episódio diante da filha e da neta, Leandra (Giovanna Grigio).

Enquanto a família acredita que tudo não passa de um mal-estar isolado, o médico descobre algo mais sério ao analisar os exames e confirma que a empresária foi diagnosticada com doença renal policística e estava escondendo a condição de todos.
Pérola (Renata Sorrah) tem diagnóstico preocupante, em "Por você"
Reprodução/TV Globo
Mesmo diante da gravidade do quadro, Pérola surpreende Ricardo ao revelar que não pretende iniciar tratamento.

"Eu tenho esse direito.
Porque tem uma enorme diferença entre prolongar a vida e prolongar o sofrimento" afirma ela ao doutor.
Pérola faz um pedido ainda mais difícil a Ricardo: que mantenha seu diagnóstico em segredo, amparada pela confidencialidade da relação entre paciente e médico.

A decisão deixa o cardiologista profundamente abalado, principalmente ao perceber que a amiga prefere enfrentar a doença longe dos olhos da família.
Enquanto seus parentes acreditam que o episódio foi provocado por cansaço e estresse, Pérola se vê diante de uma escolha que pode impactar para sempre o futuro de sua família e dos negócios que construiu.
Ricardo (Paulo Vilhena) em "Por você"
Manoella Mello/Rede Globo/Divulgação
O que é a doença renal policística?
A doença renal policística é uma condição genética caracterizada pelo desenvolvimento de múltiplos cistos — bolsas cheias de líquido — nos rins.
Com o crescimento e a multiplicação dessas estruturas, os órgãos podem aumentar de tamanho e perder progressivamente sua capacidade de filtrar o sangue.
A forma mais comum é a doença renal policística autossômica dominante, geralmente causada por alterações nos genes PKD1 ou PKD2 e transmitida de um dos pais para os filhos.
Uma forma mais rara, autossômica recessiva, costuma se manifestar ainda na infância e está relacionada a alterações no gene PKHD1.
Os sintomas variam conforme o tipo e o estágio da doença.
Muitas pessoas permanecem sem sinais por anos, mas podem surgir dor nas costas ou na lateral do abdômen, pressão arterial elevada, sangue na urina, infecções urinárias e cálculos renais.
À medida que a função dos rins diminui, podem aparecer cansaço, inchaço, náuseas e alterações na quantidade de urina.
A doença também pode estar associada a cistos em outros órgãos, especialmente no fígado, além de algumas complicações cardiovasculares.
O diagnóstico costuma envolver exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética, e, em situações específicas, testes genéticos.
Não existe, até o momento, uma cura definitiva para a doença renal policística, mas o tratamento pode controlar sintomas, retardar a progressão e reduzir complicações.
O controle rigoroso da pressão arterial, hábitos alimentares adequados, atividade física e acompanhamento regular com um médico são medidas importantes.
Quando ocorre insuficiência renal avançada, pode ser necessária terapia de substituição renal, como hemodiálise ou diálise peritoneal; em casos selecionados, o transplante renal pode oferecer uma alternativa de longo prazo.