Responsáveis da administração Trump defendem a ideia de um candidato conjunto dos Estados Unidos, da Rússia e da China para o cargo de secretário-geral da ONU. Fontes dos três países confirmaram que a administração Trump apoia Viktor Orbán para essa função.
Os Estados Unidos encorajaram o antigo primeiro-ministro húngaro a entrar na corrida e, na verdade, foram eles que, inicialmente, lhe sugeriram a ideia, escreve o WSJ. Segundo o jornal, ainda não foi tomada uma decisão definitiva sobre o plano.
Embora um funcionário do Departamento de Estado norte-americano tenha admitido que, à primeira vista, isto pareça uma loucura, com base em consultas anteriores com Washington, sabe-se que tanto a Rússia como a China também apoiariam a ideia, sendo que o plano é que Orbán seja o candidato comum dos três países.
“Quando os Estados Unidos, a Rússia e a China querem o mesmo no Conselho de Segurança da ONU, geralmente conseguem atingir o seu objetivo", afirmaram ao jornal um funcionário norte-americano e outro de um país terceiro. O segundo mandato de cinco anos do atual secretário-geral, António Guterres, termina a 31 de dezembro.
O jornalista de investigação Szabolcs Panyi já tinha escrito, no final de maio, na newsletter da VSquare, citando várias fontes húngaras e estrangeiras com ligações diplomáticas, sobre uma ideia proveniente dos círculos do MAGA (Make America Great Again). Segundo esta informação, estariam a procurar um cargo de alto nível na ONU para Orbán, em que a imunidade diplomática associada ao cargo seria mais importante do que as suas funções específicas.
Com base numa nova informação, Panyi já tinha escrito em agosto sobre um possível cargo na FIFA relacionado com Orbán, tendo também referido o cargo de vice-secretário-geral da ONU. Bertalan Havasi, porta-voz do partido Fidesz, de Orbán, tinha anteriormente classificado como "notícias falsas" as informações sobre os possíveis cargos de Orbán na FIFA e na ONU.
Por enquanto, nem a Casa Branca, nem Moscovo, nem Pequim, nem Viktor Orbán confirmaram a informação recente do WSJ. De acordo com o processo de seleção da ONU, são necessários, pelo menos, nove votos a favor no Conselho de Segurança, composto por 15 membros, e nenhum dos cinco membros permanentes pode exercer o direito de veto.
Após a recomendação, a Assembleia Geral nomeia o secretário-geral. França e o Reino Unido poderiam, assim, impedir a recomendação mesmo que os Estados Unidos, a Rússia e a China apoiassem Orbán.
Euro News