Trump pode sofrer impeachment após democratas passarem a controlar Senado e Câmara? Entenda

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Fonte da notícia: CBN CBN

O Partido Democrata confirmou a esperada 'onda azul' e ganhou o controle da Câmara dos Representantes e do Senado Federal nos Estados Unidos, em uma grande derrota para o presidente americano, Donald Trump. Segundo as projeções feitas pela imprensa dos EUA, os democratas teriam 255 cadeiras na Câmara e 55 no Senado, possuindo maioria nas duas casas legislativas.

Os democratas conquistaram cadeiras no Senado americano em estados tradicionalmente republicanos, como Texas, Ohio, Iowa, Kansas e as Carolinas do Norte e do Sul. Em uma surpreendente dupla vitória democrata em dois dos estados mais conservadores do país, James Talarico derrotou Ken Paxton no Texas, e Annie Andrews obteve uma vitória inesperada sobre Darline Graham na Carolina do Sul.

Vitória dos democratas pode gerar impeachment? Durante o primeiro mandato de Trump, que durou de 2017 a 2021, ele enfrentou dois pedidos de impeachment que chegaram a avançar na Câmara.

Um deles foi por abuso de poder e outro por defender a invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. Nos dois casos, o Senado não andou com a proposta.

Isso explica a dificuldade de um processo de impeachment avançar com o novo Congresso eleito para 2027. Na Câmara, a legislação destaca que é necessária apenas uma maioria simples para que o processo vá adiante, o que não seria nenhum problema com os democratas controlando já a maioria.

No entanto, a situação muda no Senado, em que, pela lei, são necessários dois terços dos votos para a retirada do cargo, o que exigiria um apoio em massa republicano também, algo considerado improvável por analistas políticos. Entre os motivos apontados para a derrota de Trump está o aumento do custo de vida, principal preocupação dos eleitores americanos nas eleições de meio de mandato, segundo pesquisas de opinião.

A alta dos combustíveis e os efeitos econômicos da guerra contra o Irã contribuíram para a insatisfação com o governo Donald Trump. As tarifas sobre produtos importados também estiveram no centro do debate eleitoral.

Vitórias representativas Abdul El-Sayed é médico e filiado ao Partido Democrata nos EUA.

JEFF KOWALSKY / AFP As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos foram marcadas por conquistas históricas de representatividade.

Pela primeira vez, uma mulher negra e uma mulher indígena foram eleitas governadoras de estados americanos. A Flórida e Wisconsin escolheram seus primeiros governadores negros.

O Texas elegeu a primeira governadora latina, enquanto New Hampshire terá o primeiro homem assumidamente gay no Senado. A democrata Keisha Lance Bottoms foi eleita governadora da Geórgia e se tornou a primeira mulher negra a conquistar o governo de um estado americano.

Ex-prefeita de Atlanta, ela derrotou o republicano Rick Jackson. A vitória também encerra mais de 25 anos sem um governador democrata na Geórgia, estado considerado estratégico nas eleições presidenciais.

A democrata Gina Hinojosa foi eleita governadora do Texas, encerrando mais de três décadas de domínio republicano no estado. Ela derrotou Greg Abbott, que tentava conquistar o quarto mandato.

Hinojosa se tornou a primeira mulher latina a comandar o Texas. A vitória representa uma das principais mudanças políticas das eleições americanas.

A democrata Deb Haaland foi eleita governadora do Novo México e se tornou a primeira mulher indígena a conquistar o governo de um estado americano. Ex-secretária do Interior e ex-deputada federal, ela venceu a disputa contra o candidato republicano.

Dois estados americanos elegeram seus primeiros governadores negros. Na Flórida, o republicano Byron Donalds derrotou o democrata David Jolly e manteve o partido no comando do estado.

Em Wisconsin, o democrata David Crowley venceu o republicano Tom Tiffany. Aos 40 anos, Crowley já havia sido o primeiro negro eleito para comandar o condado de Milwaukee.

O democrata Chris Pappas foi eleito senador por New Hampshire e se tornou o primeiro homem assumidamente gay a conquistar uma cadeira no Senado dos Estados Unidos. Aos 46 anos, Pappas é deputado federal desde 2018 e copresidente do grupo parlamentar que atua em defesa da igualdade de direitos no Congresso americano.

Keisha Lance Bottoms foi eleita como governadora da Georgia. ERIK S.

LESSER / AFP

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