A congressista de Minnesota, Ilhan Omar, disse que 'não se deixará silenciar' e classificou a busca em sua casa em Washington como parte da campanha de 'intimidação' do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A representante democrata Omar, uma crítica ferrenha do presidente, disse que estava sendo alvo de ataques por ser considerada uma das 'inimigas políticas' do republicano.
Isso ocorre depois que Trump atacou a congressista durante um comício em Youngstown, Ohio, na noite passada. Ele disse que a Somália, onde Omar nasceu, é 'um dos piores países do planeta'.
'Ela vem de um dos piores países do planeta. Que bagunça eles fizeram'.
Ele pediu para seus apoiadores a votarem nos republicanos 'se quiserem impedir que Ohio seja saqueado, pilhado e destruído como Minnesota está sendo destruído'. Em resposta, a multidão de apoiadores republicanos gritou: 'Deportem, deportem'
Autoridades americanas realizaram uma operação de busca e apreensão na casa de Omar em Washington, D.C., na madrugada de segunda-feira, como parte de uma investigação em andamento, informou o Departamento de Justiça. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante comício no Texas.
MANDEL NGAN/AFP Segundo a imprensa americana, o caso está relacionado a uma suposta fraude imigratória, e parte da investigação diz respeito aos documentos de imigração da parlamentar nascida na Somália, preenchidos por seu falecido pai quando ela era criança.
Omar escreveu nas redes sociais que o governo dos EUA está sendo usado como arma para atingir um inimigo político do presidente 'Durante dez anos, Trump me atacou com mentiras infundadas e campanhas difamatórias.
Esta é apenas a mais recente escalada em sua campanha de intimidação política. Não serei silenciada'.
Em um comunicado, o líder democrata na Câmara dos Representantes dos EUA, Hakeem Jeffries, e outros membros da liderança do partido na Casa disseram que a operação foi 'profundamente perturbadora e levanta sérias questões' sobre a instrumentalização do governo federal contra os inimigos de Trump.
A agência de crimes internos tem jurisdição sobre crimes federais, incluindo fraude em documentos de imigração, fraude de identidade e fraude em benefícios de imigração. Ao contrário das operações da ICE, que são focadas em deportações, os agentes especiais da HSI conduzem investigações criminais e executam mandados de busca federais.
Em comunicado, o Departamento de Justiça confirmou que a HSI cumpriu um mandado de busca e apreensão obtido pelo Departamento de Justiça. O comunicado afirmou que a ação fazia parte de uma investigação criminal federal em andamento.
O chefe da guarda de fronteiras, Tom Homan, disse em setembro que havia uma 'investigação criminal em andamento' contra a congressista. 'Estou confirmando que o ICE está, sim — veja, eu disse meses atrás que há algo que foi relatado e precisa ser investigado', disse Homan à Fox News em setembro .
Omar afirmou na época que não havia sido contatada em relação a nenhuma investigação. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Divulgação/Casa Branca
CBN