Trump afirmou para Xi Jinping que ajuda da China ao Irã é 'inaceitável', diz embaixador

Trump afirmou para Xi Jinping que ajuda da China ao Irã é 'inaceitável', diz embaixador - Foto
Fonte da notícia: CBN CBN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao presidente chinês Xi Jinping que a assistência da China ao Irã é inaceitável durante conversas na Casa Branca, de acordo com o embaixador dos EUA na China, David Perdue, em declarações à CNBC nesta sexta-feira (25). Perdue disse que Trump deixou clara essa posição durante o que ele descreveu como discussões francas com Xi.

Funcionários dos EUA já expressaram preocupações anteriormente sobre a assistência chinesa ao Irã, com Washington buscando pressionar Pequim sobre seus laços com Teerã. A notícia surge no dia em que a rede de TV americana CNN divulgou que a China vem ajudando o Irã em estratégias de ataques contra os Estados Unidos e a navios no Estreito de Ormuz em meio a guerra no Oriente Médio. Os chineses estariam usado imagens de satélite e se relacionam com uma maior precisão de acerto contra bases americanas. As imagens permitiram ao Irã atacar uma base americana na Jordânia em julho, por exemplo, um ataque que matou três militares americanos. Segundo o veículo, as fontes disseram que a precisão estava além da capacidade iraniana. Os dados geoespaciais chineses também aprimoraram a capacidade do Irã de rastrear navios no estreito, aumentando as chances de drones e mísseis iranianos atingirem alvos com sucesso, segundo uma das autoridades. Além disso, a CNN diz que os dados permitiram o Irã usar drones com busca térmica, ameaçando navios em Ormuz. Lançamento de míssil iraniano contra bases americanas no Oriente Médio. AFP O apoio chinês ajuda a explicar como o Irã tem se tornado progressivamente mais preciso à medida que ondas esporádicas de ataques são lançadas nos últimos meses, embora fontes indiquem que esse é apenas um dos vários fatores que aumentam a eficácia militar iraniana. A Rússia também tem fornecido apoio a Teerã, e alguns oficiais apontam a crescente experiência de combate das forças iranianas durante o conflito como fatores-chave. Autoridades americanas afirmam ser difícil quantificar com precisão o alcance da assistência chinesa, em parte porque não está claro se o governo chinês ordenou ou se está apenas permitindo o apoio tacitamente, e algumas autoridades discordam sobre o quanto Pequim está ajudando. No Estreito de Ormuz, considerado pelo Irã como seu maior ponto de influência, segundo autoridades americanas e analistas externos, Teerã continuou lançando ataques contra escoltas militares americanas e embarcações comerciais, disparando um grande número de drones teleguiados por calor contra os navios assim que estes atingem um ponto geográfico específico na hidrovia. A capacidade dos drones iranianos de detectar calor não é considerada uma tecnologia muito sofisticada, mas as forças iranianas demonstraram que conseguem rastrear com eficácia as operações de escolta dos EUA e lançar ataques no momento mais oportuno. Eles tiveram ajuda de satélites chineses. A tática consiste em disparar um grande número de drones na esperança de que eles detectem a assinatura térmica nos cascos dos navios. O apoio de inteligência se junta à assistência técnica da China e da Rússia, que ajudou o Irã a aprimorar os sistemas de orientação de seus mísseis e drones. Mas pelo menos em algumas áreas as autoridades concordam que os dados de inteligência fornecidos pela China se mostraram decisivos. A embaixada chinesa em Washington e autoridades diplomáticas iranianas não responderam a um pedido de comentário antes da publicação. O Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar que o Irã utilizou dados de satélite chineses em seu ataque de julho à base na Jordânia. Encontro entre ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. Ministério das Relações Exteriores do Irã/WANA/Divulgação Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, foi questionado sobre o assunto. 'A China sempre cumpre rigorosamente suas obrigações internacionais. Nos opomos à exploração do conflito para difamar a China', afirmou. O governo Trump tem se recusado, em grande parte, a condenar publicamente o governo da China por qualquer apoio direto ou indireto ao Irã, mesmo com o surgimento de relatos sobre possível ajuda militar e de inteligência. A reportagem do WSJ, baseado em dados alfandegários iranianos, autoridades americanas e pessoas familiarizadas com as transações, constatou que as remessas chinesas de componentes de dupla utilização para o Ministério da Defesa do Irã aumentaram consideravelmente este ano. Segundo o WSJ, cerca de 1,3 mil remessas contendo componentes que podem ter aplicações tanto civis quanto militares foram enviadas da China para o Irã até o final de junho. Isso incluía componentes eletrônicos, dispositivos de rastreamento GPS, motores elétricos e peças de motores de aeronaves que podem ser usados ​​em drones e sistemas de mísseis. O volume de remessas aéreas da China também aumentou. A companhia aérea iraniana Mahan Air, que está sob sanções dos EUA, aumentou o número de voos de Pequim, Xangai e Guangzhou para Teerã para cerca de 27 por semana no final de abril, ante quatro no início de março, segundo dados do FlightRadar24 citados pelo WSJ. A companhia aérea realizou 39 voos da China para o Irã na primeira semana de setembro, o dobro do número registrado antes da guerra. Muitos desses voos pareciam estar focados no transporte de carga em vez de passageiros. O relatório também afirma que autoridades americanas acreditam que o Irã usou imagens de satélite chinesas antes e depois do ataque de 17 de julho que matou três soldados americanos. Segundo o relatório, empresas chinesas também forneceram materiais químicos que podem ser usados ​​na fabricação de propelentes para mísseis balísticos. Pequim rejeitou as acusações de que estaria alimentando o conflito, as classificando como 'tentativas de difamar a China'. A China também afirmou que regula rigorosamente as exportações de bens de dupla utilização e rejeita as sanções unilaterais dos EUA, argumentando que tais medidas violam o direito internacional. Trump e Xi Jinping em reunião na Casa Branca. Reprodução

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site CBN