Trump afirma que EUA e Irã podem retomar negociações de paz nesta semana, apesar de negativa a trégua

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo que espera que as conversas com o Irã sejam retomadas nesta semana, apesar de ter rejeitado a última proposta de trégua apresentada por Teerã, que incluía um cessar-fogo de sete dias, seguida pela reabertura do Estreito de Ormuz e um período de negociações. Escudo das Américas: Enfraquecido às vésperas de eleição, Trump aposta em coalizão regional e isola Brasil Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países — Eles querem chegar a um acordo, mas não é o acordo que eu quero fazer — afirmou Trump em entrevista ao site de notícias Axios. — É o que talvez tivéssemos aceitado há um ano.

A publicação americana informou que conversas indiretas entre Washington e Teerã poderiam ocorrer já nesta segunda-feira. Fontes sugeriram durante o fim de semana que o republicano avalia retomar os bombardeios contra alvos iranianos, enquanto não se tem um acordo. No domingo, o Irã afirmou não fechar a porta para a diplomacia, mas insistiu em manter suas condições para a reabertura de Ormuz, a via marítima por transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo onde antes do conflito. — Qualquer movimento para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento [das exigências do Irã]. Não voltaremos atrás — disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, citado no domingo pela televisão estatal. As demandas já constavam no protocolo de acordo assinado em junho, que buscava encerrar o conflito de forma duradoura e levar a negociações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, o acordo fracassou devido a divergências sobre as condições de passagem por Ormuz. Além da cessação imediata das hostilidades em todas as frentes, o texto previa a liberação e o desembolso de ativos iranianos congelados após a Revolução Islâmica de 1979, bem como o levantamento das sanções americanas que atingem a economia do Irã. Por sua vez, Mike Waltz, embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas, apontou no domingo, em entrevista à NBC, uma "tentativa bastante cínica" dos iranianos de "colocar algo na mesa que sabiam ser inaceitável". Ele criticou o Irã por reiterar essas exigências "quando já havíamos concluído um protocolo de acordo (...) que foi violado imediatamente por ataques contra a navegação internacional". Na mesma emissora, Araghchi mostrou-se pessimista quanto à possibilidade de um acordo. — Sempre há esperança para a diplomacia, mas não temos motivo algum, para ser sincero, para voltar à diplomacia e nos relacionarmos novamente com este governo, devido ao seu comportamento nos últimos dois anos — declarou o chanceler iraniano. Frentes de batalha Os Estados Unidos não bombardeiam o Irã desde 1º de setembro, embora navios sejam frequentemente alvo de ataques no Estreito de Ormuz. No domingo, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter capturado no local um drone submarino americano de "última geração" que, segundo eles, operava "para fins de espionagem". A situação também é muito tensa no Iêmen, que se tornou a nova frente regional desde a retomada, em julho, do conflito entre os Houthis, apoiados pelo Irã, e o governo iemenita e seu patrocinador, a Arábia Saudita, após anos de trégua. Em setembro, os Houthis lançaram uma ofensiva e assumiram o controle do estreito de Bab el-Mandeb — também estratégico para as exportações de petróleo, uma vez que conecta a Europa à Ásia através do Canal de Suez. No domingo, o grupo acusou a Arábia Saudita de realizar dois bombardeios que atingiram um mercado nos arredores de Taiz, deixando sete mortos e 40 feridos.

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