O partido de extrema direita francês Reunião Nacional (RN) e seus aliados conquistaram neste domingo um recorde de 14 cadeiras no Senado, e multiplicaram número de representantes nessa câmara, antes das eleições presidenciais do ano que vem. O partido entrou pela primeira vez no Senado, de 384 cadeiras, em 2014, com 2 senadores, quando ainda se chamava Frente Nacional. Em 2023, conquistou 3 cadeiras. Visita: Papa Leão XIV pede que Igreja na França 'persevere' no combate aos abusos sexuais Leia também: Como um parque temático sem montanhas-russas está no centro da guerra cultural da França Os senadores franceses são escolhidos por representantes políticos eleitos. O processo é realizado a cada três anos, quando são eleitos os senadores de metade da câmara, para um mandato de seis anos. A líder da extrema direita e candidata à Presidência pelo RN, Marine Le Pen, declarou no X que "trata-se de uma vitória histórica e um marco importante, com a formação de um grupo no Senado pela primeira vez".
Nove senadores do RN foram eleitos hoje, além dos três que conquistaram suas cadeiras em 2023 — quadruplicando a bancada do RN. Outros dois foram eleitos pelas listas do União da Direita para a República (UDR). O presidente do RN, Jordan Bardella, afirmou que os senadores de seu partido formarão um grupo com os aliados do UDR. Nas eleições legislativas antecipadas de 2024, o RN emergiu como maior partido na câmara baixa do Parlamento, a Assembleia Nacional, porém muito distante da maioria absoluta. Pesquisas apontam Marine Le Pen como favorita para suceder ao presidente francês, Emmanuel Macron, de centro-direita, que já terá cumprido o limite de dois mandatos consecutivos.
O Globo