A nova composição do governo Lula para o quarto mandato traz três principais nomes como o “trio de ouro” para o primeiro escalão da Esplanada: o governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles; o senador Camilo Santana e o ex-ministro Fernando Haddad. A articulação envolve Fonteles como ministro da Fazenda, cargo que inicialmente tinha sido pensado para o vice, Geraldo Alckmin, como uma forma de sinalização ao mercado.
Mas ainda há dúvidas se Fonteles deixaria o Piauí logo no primeiro ano depois de ter sido eleito. No entorno, há uma avaliação de que ele só iria para o governo federal após fazer uma gestão de um a dois anos no estado antes de passar o bastão para o vice, Washington Bandeira, também do PT.
Outro nome para assumir cargo de prestígio é o de Camilo Santana. A aposta é que ele possa assumir como ministro da Casa Civil, já que há uma avaliação de que Camilo foi uma das peças chave para a vitória de Lula com a mobilização social e com reforço na comunicação de campanha.
Inicialmente a Casa Civil tinha sido prometida para Fernando Haddad, mas esse movimento começou a perder força depois da derrota de Haddad para o governo de São Paulo. Nos bastidores, tem sido cogitado para Haddad assumir o Ministério da Justiça, que passaria a ter uma função mais política quando o Ministério da Segurança Pública for recriado.
Também voltou a ser ventilado que Haddad volte a ocupar o Ministério da Educação, cargo que já ocupou no segundo mandato de Lula. Além do “trio de ouro”, André Janones tem ganhado força para assumir um cargo na Esplanada.
A avaliação é que depois da força do canal Exército do Lula, Janones poderia assumir alguma a Secretária de Comunicação, alguma área relacionada a redes digitais ou ainda alguma pasta voltada a articulação com a juventude. Lula também deve abrir espaço para quem não se elegeu, como João Campos, do PSB, que tem sido cogitado como cota do partido, além de Eduardo Paes e, ainda, os senadores Renan Calheiros e Simone Tebet.
O presidente também deve manter aliados no governo, como Marina Silva e Gleisi Hoffmann.
CBN