TRE do Pará rejeita recurso e mantém cassação de prefeita e vice de Abaetetuba

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Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) manteve, nesta quinta-feira (5), a cassação dos diplomas e mandatos da prefeita de Abaetetuba, Francineti Carvalho (MDB), e da vice-prefeita, Edileuza Muniz (PT). Por unanimidade, a Corte rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa contra a condenação por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2024.

Em manifestação conjunta publicada nas redes sociais, as gestoras anunciaram que vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Reafirmamos, com a consciência tranquila, que não praticamos qualquer irregularidade que justifique uma medida tão grave”, afirmam Francineti e Edileuza na nota.

A decisão contestada foi tomada em 18 de agosto de 2026, por quatro votos a dois. Naquele julgamento, prevaleceu o voto do relator, juiz federal Domingos Daniel Moutinho da Conceição Filho, favorável à cassação.

Desta vez, não houve divergência entre os integrantes da Corte na rejeição dos embargos. Promoção vinculava benefícios a foto com candidata

O processo teve origem em uma promoção de uma ótica de Abaetetuba durante a campanha eleitoral. O estabelecimento oferecia exames de vista, armações gratuitas e descontos a clientes que apresentassem uma fotografia ao lado de Francineti, então candidata à reeleição.

Embora não tenha sido comprovada a participação direta ou a autorização das integrantes da chapa na organização da promoção, a maioria dos magistrados considerou que a iniciativa tinha potencial para desequilibrar a disputa. Para o relator, a ação comprometeu a igualdade de condições entre os candidatos.

Francineti venceu a eleição com 42.368 votos. A diferença para o segundo colocado foi de 32 votos.

Gestoras contestam vínculo com iniciativa Na manifestação, a prefeita e a vice atribuíram a promoção a terceiros e negaram conhecimento, participação ou autorização.

Ao questionar as provas do processo, também contestaram a existência de beneficiários identificados. “Não foi apresentada sequer uma prova de que conhecíamos a responsável pela promoção, tampouco foi identificada uma única pessoa que tenha declarado ter recebido algum benefício eleitoral em decorrência dessa iniciativa”, afirmam Francineti e Edileuza.

As gestoras distinguiram o episódio eleitoral da administração municipal. “É importante dizer que o processo não envolve corrupção, desvio de recursos públicos ou irregularidades na gestão”, ressaltam na nota.

Ao tratar dos próximos passos, elas defenderam a revisão do julgamento. “Respeitamos as instituições e confiamos que a análise dos fatos e das provas permitirá a revisão dessa decisão”, dizem Francineti e Edileuza.

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