Lula e PT articulam perdão a Jair Bolsonaro por razão ‘cruel, fria e maquiavélica’, afirma Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava Jato e senador eleito no PR

Lula e PT articulam perdão a Jair Bolsonaro por razão ‘cruel, fria e maquiavélica’, afirma Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava Jato e senador eleito no PR - Foto
Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Em vídeo publicado no Instagram, ex-procurador afirma que eventual graça ou indulto a Bolsonaro visa esvaziar mobilização no Legislativo e manter inelegibilidade do ex-presidente Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

Em vídeo publicado no seu perfil do Instagram na noite desta sexta-feira (6), o ex-coordenador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol afirmou que articuladores do governo Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças do PT defendem saídas jurídicas para abrandar a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Repercutindo informações divulgadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Dallagnol explicou que a intenção da gestão petista seria desidratar a mobilização por uma anistia ampla na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Segundo Dallagnol, o movimento de bastidores não visa beneficiar o ex-mandatário, mas evitar o desgaste político e o fortalecimento da oposição.

“Eles não querem que Bolsonaro continue chamando atenção e a injustiça do Bolsonaro continue a gritar e nos lembrar de todos os abusos do Supremo Tribunal Federal e do governo Lula”, declarou o ex-procurador no vídeo. Deltan Dallagnol diz que Lula e o PT articulam perdão a Jair Bolsonaro por ‘razão cruel’Vídeo: Instagram/Reprodução/ND Mais

O ex-membro do Ministério Público enfatizou que medidas como graça ou indulto concedidos pela Presidência da República extinguem apenas a pena privativa de liberdade, mantendo os efeitos secundários das condenações, como a inelegibilidade e a perda da primariedade. “Na minha leitura, esse cálculo deles é cruel.

Se o governo aliviar só a pena do Bolsonaro, pode enfraquecer a pressão para que o Congresso vote uma anistia que atinja Bolsonaro de forma completa e também que alcance outros condenados pelo 8 de janeiro”, alertou. Ao detalhar a diferença entre o perdão do Executivo e a anistia aprovada pelo Legislativo, Dallagnol reiterou que a movimentação petista responde a conveniências partidárias e eleitorais diante da formação do novo Congresso Nacional.

“Tudo isso, gente, é um cálculo frio, é maquiavélico, de Lula, da turma dele, do entorno dele, focado nos próprios interesses do PT”, afirmou ao classificar a conduta. Deltan defendeu que os parlamentares não recuem das negociações por uma anistia irrestrita a partir de fevereiro, independentemente das ações do Executivo ou do Judiciário sobre a dosimetria de penas.

“Se reduzirem a pena do Bolsonaro, que bom, mas eu defendo que o Congresso vá além disso, que discuta e vote a anistia à vista de todo mundo, incluindo o Bolsonaro”, ressaltou, rebatendo o argumento de que o tema paralisaria outros projetos ao pontuar que “o Congresso é grande o suficiente para tocar várias coisas importantes ao mesmo tempo”.

Renato Becker é repórter e editor no Núcleo Nacional do ND Mais, onde escreve matérias de serviço e explicativas sobre benefícios, direitos, mercado e assuntos que afetam a vida dos brasileiros. Seu trabalho se concentra na produção de notícias do Brasil e do mundo, com atenção especial à política, à economia e aos negócios, além de temas de interesse público, trazendo informações claras, úteis e contextualizadas.

Também participou da cobertura de casos de grande repercussão, tanto de segurança pública quanto de política. Atuando no jornalismo desde 2018, já trabalhou na assessoria de comunicação do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e assinou a série “Meu Voto, Nosso Futuro”, dedicada a acompanhar as eleições no país.

Trabalhou como repórter na cobertura das Eleições 2022 e como editor de Distribuição nas Eleições 2024. Leia mais ▾

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