Terremoto de magnitude 7 no Tibete abriu uma semana com 7 tremores de magnitude 6 ou mais, 2,5 vezes a média do USGS, mas o ano de 2026 segue no ritmo de sempre

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No dia 22 de outubro, um terremoto de magnitude 7,0 atingiu a região de Nagqu, no Tibete. Segundo o USGS, o serviço geológico dos Estados Unidos, o abalo começou às 11h33 de Brasília, a 18 km de profundidade.

As autoridades locais contam 16 mortos e 76 feridos. Foi o único tremor de magnitude 7 da semana.

Na noite de 24 de outubro, às 23h09 de Brasília, outro abalo atingiu as ilhas Bonin, território japonês no Oceano Pacífico. A primeira estimativa automática do Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico falou em magnitude 7,0.

Na revisão do USGS, o tremor ficou em 6,5, a 492 km de profundidade. Tremores tão fundos costumam causar danos bem menores na superfície.

O escritório de emergência de Nagqu publicou um aviso em 25 de outubro, disponível no site oficial tibet.cn. Segundo o aviso, 16 pessoas morreram, 76 ficaram feridas, 93 domicílios tiveram casas desabadas e cerca de 16 mil domicílios sofreram algum dano.

A agência Xinhua, com dados de 24 de outubro, contou cerca de 12,5 mil pessoas removidas de casa e 35 abrigos montados. No mapa de intensidade do USGS, o tremor perto do epicentro aparece como severo, no grau VIII da escala usada pelo serviço.

O sistema de estimativa de perdas do USGS, o PAGER, deu alerta laranja para o evento. O Centro Sismológico da China registrou um abalo de magnitude 5,7 a cerca de 19 km do tremor principal, segundo notícia publicada em 25 de outubro.

A resposta depende da escala. Entre 2000 e 2025, o catálogo do USGS registra 387 terremotos de magnitude 7 ou mais, uma média de 14,9 por ano, na conta feita com os dados de consulta do serviço.

Em 2026, até 25 de outubro, o catálogo tem 13 terremotos de magnitude 7 ou mais, um ritmo de cerca de 16 por ano. No ano, o planeta segue no ritmo normal.

Na semana, o que chamou atenção foram os tremores um degrau abaixo. De segunda, 19, a domingo, 25 de outubro, o USGS registrou 7 terremotos de magnitude 6 ou mais.

A média desde 2000 é de 2,9 por semana. Só 74 de 1.357 semanas, cerca de 5,5%, tiveram 7 ou mais tremores desse porte, pelo mesmo catálogo.

Foi uma semana incomum, mas não fora do que o histórico já mostra. Nenhuma fonte oficial liga os dois tremores, e os dados não permitem afirmar isso.

Eles estão a mais de 4 mil km de distância e em contextos tectônicos diferentes: um numa região de colisão de placas no interior da Ásia, outro numa zona de subducção no Pacífico, a quase 500 km de profundidade. Cinco dos sete tremores da semana foram no norte de Vanuatu.

O USGS registrou um de magnitude 6,0 em 19 de outubro e um de 6,3 em 20 de outubro, ambos no mar a noroeste de Port-Olry. Na noite de 23 de outubro, no horário de Brasília, vieram um de 6,9 e outro de 6,3, com menos de cinco minutos de diferença.

Na noite seguinte, um de 6,1 atingiu a área a 25 km de Port-Olry, a 116 km de profundidade. Nenhum deles chega a 7.

Os dados mostram três coisas. O ano segue no ritmo de sempre para tremores de magnitude 7.

A semana teve mais que o dobro da média de tremores acima de 6, puxada pela sequência de Vanuatu. E o tremor do Tibete deixou mortos e casas destruídas.

Nenhuma fonte oficial liga os eventos entre si. Quem acompanha o caso pode conferir as atualizações do USGS e os avisos do governo chinês.

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