Há funcionalidades da Netflix que passam despercebidas porque não estão à vista no ecrã principal. Não são novidades de produto nem anúncios da empresa.
São opções que já existem nas definições da conta e que resolvem pequenos atritos do dia a dia, sobretudo para quem vê séries no telemóvel e depois continua na televisão. Hoje temos cinco truques Netflix deste tipo.
Vale a pena separar o que é útil do que é apenas curioso e perceber o que muda, na prática, para quem usa a plataforma em Portugal. Quem tem conta há vários anos raramente sabe tudo o que viu.
A Netflix guarda esse registo e permite consultá-lo. O caminho passa pela versão web: inicia sessão, abre o menu junto ao ícone do perfil, escolhe «Gerir perfis», seleciona o perfil e desce até «Atividade de visualização».
Aí aparece a lista de títulos vistos com a respetiva data. O problema é o formato.
Não existe campo de pesquisa e a lista obriga a carregar em «Mostrar mais» página após página. Para quem quer ir fundo, há a opção de descarregar tudo.
Há também um ícone para ocultar entradas, útil para tirar do registo um episódio que não se quer partilhar com quem usa o mesmo perfil. É uma ferramenta de privacidade doméstica mais do que de controlo parental, embora sirva para confirmar o que está a ser visto numa conta sem restrições.
Para o leitor português, a limitação relevante é simples: isto faz-se no navegador e não substitui as ferramentas de controlo parental da aplicação. Quem espera resolver tudo no telemóvel pode ficar frustrado com a quantidade de cliques.
A Netflix organiza o catálogo em categorias amplas, mas tem muito mais subgéneros do que mostra. Esses subgéneros estão acessíveis por códigos numéricos que se introduzem diretamente no endereço, no formato netflix.com/browse/genre/ seguido do código.
O site Netflix-Codes compila listas destes identificadores. O exemplo dado pela fonte é revelador do nível de detalhe: um código para filmes infantis e familiares de Natal dos anos 90.
Há códigos para comédias de ação, artes marciais ou filmes noir. Isto funciona bem no navegador e permite guardar títulos na lista para ver mais tarde.
Aqui entra uma ressalva importante para Portugal. Os códigos são identificadores de género, mas o catálogo que devolvem depende do país.
A fonte testou códigos no Canadá e encontrou títulos específicos. Isso não garante que os mesmos filmes estejam disponíveis em Portugal.
O código abre a porta ao subgénero, não promete o conteúdo. É uma distinção que convém ter presente antes de concluir que a Netflix portuguesa tem menos oferta: a diferença pode estar apenas no licenciamento por território.
Começar um filme e desistir aos 15 minutos deixa uma marca na linha «Continuar a ver» que parece não desaparecer. A Netflix permite removê-la manualmente, e o método muda conforme o dispositivo.
No telemóvel, encontra-se o título, toca-se nos três pontos por baixo e escolhe-se a opção para remover da linha. Na televisão, mantém-se premido o botão de seleção do comando sobre o título e escolhe-se remover.
No navegador, passa-se o cursor sobre a capa e carrega-se no X. É uma das dicas com efeito mais imediato para quem partilha conta, porque limpa a lista sem esperar que o algoritmo decida que o título já não interessa.
A fonte não esclarece se o título pode reaparecer mais tarde, por exemplo se for retomado noutro dispositivo. Fica a dúvida, mas o gesto resolve o incómodo no momento.
Quem percorre a grelha devagar já passou por isto: parar num título e, segundos depois, começar a tocar som de uma pré-visualização. Pode ser embaraçoso com crianças por perto ou simplesmente irritante para quem quer ler a sinopse em silêncio.
A Netflix permite desativar estas reproduções automáticas, incluindo o arranque do episódio seguinte. O caminho é «Conta», depois «Definições de reprodução», e desmarcar as opções de reprodução automática de episódios e de pré-visualizações.
A fonte descreve o efeito como transformador para quem se incomoda com o comportamento. É uma alteração de conta, não de dispositivo, pelo que se aplica ao perfil em todos os equipamentos onde ele é usado.
Para quem vê Netflix no telemóvel Android com o som do telefone, é provavelmente a primeira definição a rever. Quem vê televisão com volume baixo à noite acaba dependente de legendas.
A Netflix permite ajustar a aparência em «Gerir perfis», «Aparência das legendas», com controlo sobre tamanho de letra, sombras e fundos. O posicionamento, esse, não é configurável: a plataforma mantém o texto em baixo, ao centro.
Há ainda uma distinção útil entre faixas. As legendas marcadas com [CC] incluem descrições de sons e são necessárias para pessoas com deficiência auditiva.
Quem só quer acompanhar diálogo com volume baixo pode escolher a faixa sem essas descrições no menu de legendas durante a reprodução. É uma diferença pequena no menu e grande no ecrã.
Nenhuma destas opções é nova. O que a fonte revela é que a Netflix continua a esconder funcionalidades úteis em menus pouco visitados, sobretudo na versão web, enquanto a aplicação móvel concentra a atenção na reprodução e na descoberta.
Para o utilizador português, a consequência prática é esta: algumas das melhorias mais eficazes não exigem subscrição nova nem equipamento novo, exigem paciência para navegar nas definições da conta. Fica por confirmar até que ponto estas opções estão disponíveis na aplicação Android com a mesma lógica da versão web, e se os códigos de género têm equivalente prático no catálogo português.
São perguntas que só a experimentação resolve, e que a fonte original não fecha. Leiam as últimas notícias do mundo da tecnologia no Google News , Facebook e X (ex Twitter) .
Android Geek